terça-feira, 24 de março de 2026

OS SETE MACHADOS

 

"Sê como o machado, que fere o sândalo que o perfuma"

Inversão de um famoso dito popular

Urge que surjam na cena teatral outros jovens com a garra e o talento de Luccas Papp para garantir a sobrevivência do nosso teatro. Aos 33 anos de idade, Papp tem um currículo invejável como ator, diretor, dramaturgo e produtor.

Escrita há dez anos, quando Papp tinha apenas 23 anos, a peça revela surpreendente maturidade para um jovem daquela idade, tanto na estrutura dramatúrgica como no tema apresentado.

O que cada um de nós faria para fazer justiça à morte de um ente querido? Essa é a questão que os integrantes da Família Machado enfrentam e ela repercute forte no pensamento de cada espectador.

Carlos foi assassinado durante um assalto. Seu irmão Tom e o cunhado sequestram o assassino, conhecido como Vagalume, e o levam para um cativeiro onde os esperam a mãe Rosa e a irmã Silvia. Juntam-se a eles Ester, a viúva de Carlos e seus filhos Felipe e Sarah. São sete à mesa, sem perigo de empate. A decisão é matar Vagalume ou poupa-lo e entrega-lo à polícia.

Surgem argumentos de cada lado e o inventivo jogo criado por Papp por meio de diálogos ágeis faz com que o espectador se envolva na ação permitindo-lhe uma escolha íntima conforme suas convicções e, mais importante, fazendo-o refletir sobre essa escolha. Está aí a reflexão, uma das mais nobres funções do teatro.

A essa trama principal, Papp inclui duas sub tramas. Na primeira, Ester confessa que chegou a pedir uma separação ao marido, um dia antes de seu assassinato. Na segunda, Vagalume faz um relato sobre sua vida, tentando justificar a razão de ter assaltado Carlos, colocando mais uma pedra no sapato na decisão dos sete e dos espectadores.

O encenador (também Luccas Papp) escolheu uma pequena sala do Teatro das Artes para situar o cativeiro onde se passa a ação da peça. O espaço é o próprio cenário apenas com a inclusão de alguns móveis (arquitetura cênica de Gustavo Gonçalo e Luccas Papp). A abordagem realista também está presente nos figurinos de Thaís Boneville.

O elenco afinado e homogêneo é quem defende o ótimo texto de Luccas Papp que também está presente como ator, fazendo com muita garra o rebelde e inquieto Tom.

Se é que Luccas me permite, volto a sugerir que ele não dê uma de Charlie Chaplin acumulando tantas funções em um espetáculo. Um outro diretor, que não ele, poderia mostrar outros aspectos do texto e até propor alguns pequenos cortes que enriqueceriam ainda mais este ótimo espetáculo.

Quanto ao elenco cabe destacar Cris Carniato como Ester e a presença luminosa de Annamaria Dias como a matriarca Rosa que até em silêncio com seu olhar, transmite o que está acontecendo quando os outros estão se manifestando.

A peça tem uma surpreendente reviravolta no final, recurso dramatúrgico que é uma característica das peças de Papp.

OS SETE MACHADOS está em cartaz na Sala Wilson Rodriguez do Teatro das Artes até 29/03. Sábado, 21h e domingo, 19h.

ÙLTIMA SEMANA. NÃO DEIXE DE VER.

 

24/03/2026

 

terça-feira, 17 de março de 2026

GAL, O MUSICAL

 

Fotos de Edgar Machado

        Marília Toledo e Emilio Boechat vêm se especializando em musicais biográficos de artistas brasileiros e seus últimos trabalhos (“Ney Matogrosso – Homem Com H” e este “Gal – O Musical”) revelam maturidade na concepção e muito bem-vinda originalidade em relação a seus similares da Broadway. Kleber Montanheiro, outro especialista em musicais junta-se a Marilia na direção do espetáculo sobre Gal e o resultado é uma festa colorida que deve fazer Gal cantar “Balancê”, esteja onde estiver.

        Em boa hora a dramaturgia não cita a última companheira de Gal, nem mostra sua triste partida, terminando apoteoticamente com elenco e público cantando “Festa no Interior”.

        A encenação deve muito à coreografia e a dinâmica direção de movimento de Semardha S. Rodrigues, à cenografia de Carmem Guerra que ocupa criativamente o espaço do 033rooftop e aos desenhos de luz (Gabriele Souza) e de som (Eduardo Pinheiro). Os figurinos de época são de autoria de Kleber Montanheiro.

        Não há como não destacar o visagismo (Louise Helène) e as perucas (Emi Sato) que muito colaboram para a caracterização de Walerie Gondim, que em certos momentos parece ser a própria Gal.

        Como as personagens do espetáculo provem de várias partes do Brasil é de muita importância a função de Andréia Vitfer na preparação vocal e de sotaque.

        A direção musical é de Daniel Rocha e os músicos são regidos por Vivi Godoy.

        O elenco afinado e animado canta e interpreta muito bem. Não há como não destacar Bruna Pazinato, como Lúcia Verissimo que tem belos duetos com Gal / Ivan Parente como o irriquieto Guilherme Araújo / Edu Coutinho (em boa hora estreando em São Paulo) como Caetano Veloso / Vinicius Loyola, muito bem como Tom Zé, mas nem tanto como João Gilberto / Marco França, Badu Morais e Fernanda Ventura que formam as divindades da Suméria que acompanham e criticam a trajetória de Gal / Théo Charles como Gilberto Gil / Daniela Cury (mãe de Gal).

        E que todos os holofotes e aplausos dirijam-se para Walerie Gondim, graciosa, simpática e bonita, que incorpora Gal Costa de maneira to-tal e fa-tal. Em certos momentos tem-se a impressão que é a própria Gal que esta ali. Some-se a isso a sua bela e afinadíssima voz, tal qual Gal (até rimou!!). Uma artista a quem se deve prestar muita atenção.

         A montagem é cheia de belos momentos, mas vale lembrar dos duetos de Gal com Lúcia Veríssimo (“Azul”), com a mãe (“Vapor Barato”), “Força Estranha” (solo de Gal) e “Fé Cega, Faca Amolada” com os Doces Bárbaros.

  

        GAL, O MUSICAL está em cartaz no 033 Rooftop (junto ao Teatro Santander). Sexta, 20h30 / Sábado, 16h30 e 20h30 / Domingo, 15h30 e 19h30.

        Delicioso demais para perder!

17/03/2026 – Dia do aniversário da Elis!

 

 

domingo, 15 de março de 2026

TRÁFICO

 

Sim!! Existe autoficção inteligente, criativa e que transcende o umbigo do autor.

 Sergio Blanco é o melhor exemplo disso com suas peças, muitas delas já encenadas por aqui, sendo que aquela que para mim é a melhor resolvida (“O Bramido de Düsseldorf”), curiosamente ainda não subiu em nossos palcos em montagem brasileira.

“Tráfico” teve uma rápida passagem por São Paulo em 2019, após se apresentar no Festival de Curitiba. Dirigida pelo autor, tinha o ator colombiano Wilderman García Buitrago como intérprete.

Blanco ao conhecer o ator Robson Torinni viu nele o tipo físico ideal para interpretar Alex, o personagem de “Tráfico”. Traduzida por Carolina Virguez, Robson Torinni e Victor Garcia Peralta e adaptada para a montagem brasileira pelos dois últimos. a peça estreou no Rio de Janeiro em 2022, tendo cumprido temporadas de sucesso desde então. Finalmente chega em São Paulo em 2026, estando em cartaz no Teatro Estúdio.

Alex, um rapagão bonito, de classe baixa, vive na periferia de uma cidade qualquer e sobrevive como garoto de programa e depois se aprofunda na marginalidade atuando como matador de aluguel. Blanco define a personagem assim: “Alex tem trinta e três anos, é belo e mora na periferia de uma cidade qualquer. Tem uma moto. Uma arma. E um celular. Só isso”.

Ao mesmo tempo que tem prazer em contar sobre suas atividades, Alex vai a igreja confessar seus pecados, chora ao lembrar de sua mãezinha e chega a se apaixonar por um de seus clientes, um francês chamado...Sergio Blanco, que é dramaturgo e está escrevendo um monólogo chamado “Tráfico”!! (desta vez a personagem de Blanco não aparece em cena).

Sem qualquer qualquer conotação sexual é preciso declarar que a presença física de Robson Torinni é um colírio para os olhos e é com muita simpatia e sorrindo que ele recebe o público.

Além do físico exuberante, Torinni é um excelente ator e tem uma interpretação visceral como Alex, merecendo todas as indicações que recebeu aos prêmios cariocas de 2022. O fato deve se repetir em São Paulo.

A motocicleta presente na montagem de Blanco é aqui substituída por dois espelhos que a substituem de forma eficaz e tornam a cena muito bonita. A iluminação de Bernardo Lorga comenta e complementa toda a ação. O diretor Peralta também se vale da brilhante direção de movimento assinada por Toni Rodrigues que dá maior colorido à interpretação de Torinni.

O ano, ao que parece, será pródigo em memoráveis interpretações masculinas. Robson Torinni junta-se a Rafael Primot (Habitat), Edu Moscovis (O Motociclista no Globo da Morte), Gabriel Leone (Hamlet), Marco Antônio Pâmio e Luciano Gatti (Nós, os Justos) nessa lista dos melhores.

TRÁFICO está em cartaz no Teatro Estúdio até 03 de maio com sessões sextas e sábados 20h e domingos 18h.

IMPERDÍVEL! 

15/03/2026

 

sábado, 14 de março de 2026

VIGIADA E PUNIDA

 

Um musical "desagradável"

 

Joga pedra na Geni, joga bosta na Geni...”

(Chico Buarque)

       Safia Nolin é uma cantora pop de Quebec, Canada nascida em 1992. Gorda, lésbica e de descendência árabe ela sofreu, assim como Geni, agressões tríplices de gordofobia, homofobia e xenofobia nas redes sociais.


Safia reuniu todos esses xingamentos nas letras das canções que escreveu para este musical, que, a maneira de Nelson Rodrigues, classifiquei de “desagradável”, mas que é muito bom e pertinente.

Atuam no espetáculo Sofia e a atriz Katia Lévesque, gorda como ela. Um afinadíssimo coral misto entoa as belas canções repletas de palavrões e de escatologia nas letras.

Safia canta, com voz muito doce, algumas canções se acompanhando ao violão.

A irreverência de Safia me remeteu a Nina Hagen, cantora alemã que fez muito barulho nos anos 1980.

O final, mais movimentado, com Safia e Katia à frente do coro remete àqueles finais tradicionais dos musicais.


À primeira vista pode parecer bizarro, mas é uma denúncia realizada com tal ímpeto e originalidade que toca e emociona. A reação entusiasmada do público ao final, prova a força da peça de Safia, dirigida por Philippe Cyr. 

VIGIADA E PUNIDA faz parte da 11ª MITsp e fica em cartaz até domingo, dia 15 no Teatro do SESI.

NÃO DEIXE DE VER!

14/03/2026

 

 

 

sexta-feira, 13 de março de 2026

EPÍLOGO

 

Acredito que “O Que Meu Corpo Nu Te Conta” (criação de Marcelo Varzea de   2021) e “Epílogo” (criação de Rosane Chamecki e Andrea Lerner, apresentada da 11ª MITsp) nunca souberam um do outro, mas há um forte diálogo e pontos em comum entre eles, podendo até o segundo ter como sub título, o título do primeiro. Em ambos, indivíduos sem se preocuparem em fazer parte dos perversos padrões de beleza estabelecidos, desnudam-se de corpo e alma para apresentar diversas facetas da condição humana.

Rosana e Andrea são artistas brasileiras que criaram o “chameckilerner” (junção dos sobrenomes das duas) em Nova York em 1993. “Epílogo” foi criado em Nova York com artistas locais e recriado agora no Brasil com artistas curitibanos.

O elenco formado por quatro mulheres e quatro homens já está em cena desnudo quando o público adentra o espaço cênico que tem o chão coberto por tecido verde que imita grama.

Em um lúdico jogo de estátuas, um a um, eles se deslocam no espaço e ao parar congelam os movimentos formando imagens que remetem a obras de arte (esculturas, fotografias e quadros famosos). Frases são emitidas sobre as obras de arte citadas, sobre as particularidades dos corpos, sobre intimidades e até sobre as preferências gastronômicas de cada um.

As movimentações são individuais, enquanto isso o resto do elenco permanece em posição congelada de estátua.

Esse jogo acontece durante cerca de uma hora e a humanidade que ele transpira toma conta do público até a catarse final.

É uma pena que espetáculo tão bom tenha se limitado a apenas duas apresentações em São Paulo na MITsp deste ano. Urge que outras entidades da cidade (SESC, SESI, CCSP, CCBB) o programem para uma temporada mais longa. 

13/03/2026

quinta-feira, 12 de março de 2026

QUEM MATOU MEU PAI?

 

 

- Um grande (talvez o maior) momento da 11ª MITsp -

        O universo retratado pelo autor francês Édouard Louis em seus livros mostra-se bastante familiar ao encenador alemão Thomas Ostermeier (fato já demonstrado em “História da Violência”) e com pequenas alterações/supressões no texto do livro, a encenação de “Quem Matou Meu Pai?” é bastante fiel ao mesmo.

        Enquanto o público adentra a sala do Teatro Paulo Autran, Édouard Louis já está em cena no fundo do palco, na penumbra, manipulando um notebook.

        As luzes se apagam e com grande desenvoltura para quem não tem formação de ator, Édouard Louis inicia sua conversa com um pai que já não está mais ali, mas é representado por uma poltrona e um cobertor. E é nesse monólogo do filho se dirigindo ao pai, ora acusando, ora se justificando que ocorre todo o espetáculo.

        Louis se movimenta em cena entre o notebook e a poltrona, tendo ao fundo um telão que mostra sombrias imagens em branco e preto ilustrativas das situações apresentadas.

        Fora o recurso das imagens, são introduzidos alguns “números musicais” onde Louis dança e dubla intérpretes de “dance music” parecendo provar ao pai que ser “viado” não afeta a sua dignidade de ser humano.

Em outro belo momento da encenação, após contar sobre ter ganhado do pai um DVD com o filme “Titanic”, ele dubla com muita paixão Celine Dion interpretando o tema do filme, arrancando aplausos do público em cena aberta.

        Salvo esses dois recursos (imagens e intervenções musicais) o foco está na interpretação espontânea e comovente do escritor que se sai muito bem como ator.

        O livro e a peça mostram como Louis entendeu que seus pais e o irmão mais velho não eram violentos e preconceituosos porque queriam, mas sim por serem resultado de uma sociedade perversa e injusta com a classe trabalhadora. Nominando os políticos franceses que, com suas determinações discriminatórias, “arruinaram” seu pai, ele passa dos sentimentos de revolta e ódio à compaixão.

        Contando com poucos recursos cênicos e com a enorme empatia e talento de Édouard Louis, “Quem Matou Meu Pai?” é de grande impacto artístico e social, merecendo a imensa ovação recebida ao final da apresentação.

        Os poucos (três até agora) espetáculos apresentados justificam de maneira honrosa a palavra “internacional” que aparece entre “mostra” e “teatro” da MITsp, à qual desejo sempre VIDA LONGA e louvo a ação e a garra de Antonio Araújo, Guilherme Marques e Rafael Steinhauser.


        12/03/2026

terça-feira, 10 de março de 2026

NÓS, OS JUSTOS

 

Conheço Kiko Rieser desde 2012, ano em que ele fez a revisão de Português da minha dissertação de Mestrado na Unesp; desde então acompanho suas incursões no fazer teatral como autor, diretor e produtor.

Meus comentários positivos ou negativos sobre seus espetáculos sempre geram discussões calorosas entre nós, duas pessoas polêmicas e seguras de seus pontos de vista.

Mais de uma dezena de títulos faz parte do currículo de Rieser e arrisco dizer que “Nós, os Justos” escrita há oito anos é sua obra mais madura, tanto como autor como diretor.

Um gesto ou uma fala podem atingir grandes proporções por meio da propagação pela fofoca e pelas notícias falsas podendo provocar o cancelamento das pessoas envolvidas. Tal qual em “Quem conta um conto” de Machado de Assis, as personagens de Rieser vão relatando as suas versões sobre um fato e a cada relato o público acredita que é ali que está a verdade, mas como diria Luigi Pirandello: “A verdade, onde está a verdade?”

A ação da peça se passa em um ambiente corporativo onde há a suspeita de ter ocorrido assédio a uma funcionária e Mendonça, que representa a autoridade da empresa naquela situação, interroga os envolvidos no ato (a funcionária, o suspeito de ter feito o assédio e uma outra funcionária que diz ter presenciado parte do tal assédio). Com diálogos ágeis e fluentes a trama se desenvolve em clima de relativo suspense. Para melhor fruição do futuro espectador não me estendo em mais detalhes.

Essa relatividade da verdade acontece de forma abusiva e perversa nos dias de hoje, fato que torna a peça de Kiko Rieser mais atual do que quando foi concebida há oito anos.

A encenação dirigida pelo autor traduz o texto de forma brilhante com o recurso de não tirar ninguém de cena depois que entrou. As cenas formadas por diálogos de Mendonça com os envolvidos acontecem sem necessidade de black outs, apenas com rápidas mudanças de luz e mantendo estáticos em cena aqueles que não participam do diálogo.

Elenco talentoso é fundamental para esse tipo de espetáculo e talento é o que não falta para Thamiris Mandú, uma grata surpresa como Shirley, Camila dos Anjos como Milena, a suposta vítima de assédio, Luciano Gatti, excelente como Tony, o suposto assediador e Marco Antônio Pâmio jogando toda sua versatilidade e talento para compor o estressado Mendonça.

A cena inicial com o primeiro encontro entre Gatti e Pâmio é uma aula de interpretação!

E na cena final, onde uma verdade se mostra escancarada, os personagens ainda levantam a relatividade da mesma.

Marichilene Artisevskis é responsável pelos figurinos, premiando os personagens masculinos com típico uniforme de “executivo Faria Lima” com direito a calças com barras “pula brejo”. Uma das personagens femininas veste-se também com terninho de executiva de médio padrão, cabendo o único figurino solar a Shirley, a tal funcionária que testemunhou parte do que aconteceu. À medida que a ação se aproxima do fim, todos vão se desfazendo de paletós, bolsas e casaquinhos emblemáticos do padrão corporativo de se vestir.

A iluminação, às vezes intermitente, desenhada por Rodrigo Palmieri reforça o ambiente de embate da trama.

A cenografia que reproduz uma sala de reuniões de uma empresa é assinada por Bruno Anselmo e a discreta trilha sonora é de Marcelo Pellegrini.

Kiko Rieser rege todos esses elementos de maneira rigorosa oferecendo um espetáculo que junto com “Habitat” de Rafael Primot, atesta que não é por falta de bons autores e bons encenadores que nosso teatro possa um dia morrer.

NÓS. OS JUSTOS está em cartaz no Teatro Itália, sexta e sábado, 20h e domingo,19h. 

NÃO DEIXE DE VER! 

10/03/2026