Indo ao teatro de quatro a cinco vezes
por semana tem me sobrado pouco tempo para ir ao cinema, arte que gosto tanto quanto
o teatro.
Aproveitei o início desta semana para pôr
alguns filmes em dia.
Na segunda feira criei coragem para
descer a montanha que vai da Avenida Paulista até o CineSesc: a descida íngreme
e a calçada irregular são verdadeiros desafios para um portador de bengala.
A sala de espera do CineSesc está com
uma pequena e bela exposição sobre os cinemas de rua de São Paulo e isso me fez
lembrar que esse espaço já surgiu como cinema de arte em 1969 com o nome de
Cine Orly e exibindo na estreia nada mais, nada menos que “Eu Te Amo, Eu Te Amo”
(1968) de Alain Resnais.
Em 1975 mudou o nome para Cinema Um e em
21/09/1979 foi adquirido pelo SESC passando a chamar-se CineSesc.
A exposição mostra um pouco do que foi a nossa Cinelândia onde os cinemas de rua reinavam absolutos com cartazes gigantescos dos filmes em cartaz.
Assisti a dois filmes:
- O CONVITE (2026), direção de Olivia
Wilde. Os dois primeiros terços do filme são muito bons levando a crer que
teremos uma comédia amarga ao gosto de Edward Albee, mas depois da tentativa de
troca de casais o filme começa a explicar tudo bem ao modo do cinema norte
americano e tem um final feliz e conservador para não desagradar as “famílias”.
- ECOS DO TEATRO EXPERIMENTAL DO NEGRO
(2026), direção de Daniel Solá Santiago. Fui esperando um documentário sobre o
lendário TEN criado por Abdias Nascimento, mas como o título “Ecos” anuncia,
trata-se mais da influência que os grupos negros contemporâneos tiveram do TEN.
É um belo filme e tem depoimentos preciosos de Ruth de Souza, Lea Garcia, Milton
Gonçalves e João Acaiabe, entre outros.
Na terça feira fui ao oftalmologista no
Shopping Santa Cruz e depois de comer um delicioso cheeseburger na Achapa e saborear
um enorme Chocochapa (sorvete em taça que ressuscita o Chocolamour da saudosa
Sorveteria Alaska) resolvi enfrentar uma sessão de cinema.
- A ODISSEIA (2026), direção de Christopher
Nolan.
Sentei numa poltrona D-BOX que provoca
vibrações e trepidações de acordo com o que acontece no filme.
O filme é bem realizado, tem um bom
elenco e procura mostrar os incidentes relatados por Homero na saga de Ulisses
na tentativa de volta a Ítaca e à sua amada Penélope. Como todo filme norte
americano ele não deixa de sucumbir a muitas cenas de luta e violência e a um
final feliz.
Fazer o quê??
28/07/2026






















