Marília Toledo e Emilio Boechat vêm se
especializando em musicais biográficos de artistas brasileiros e seus últimos
trabalhos (“Ney Matogrosso – Homem Com H” e este “Gal – O Musical”) revelam
maturidade na concepção e muito bem-vinda originalidade em relação a seus
similares da Broadway. Kleber Montanheiro, outro especialista em musicais
junta-se a Marilia na direção do espetáculo sobre Gal e o resultado é uma festa
colorida que deve fazer Gal cantar “Balancê”, esteja onde estiver.
Em boa hora a dramaturgia não cita a
última companheira de Gal, nem mostra sua triste partida, terminando
apoteoticamente com elenco e público cantando “Festa no Interior”.
A encenação deve muito à coreografia e a
dinâmica direção de movimento de Semardha S. Rodrigues, à cenografia de Carmem
Guerra que ocupa criativamente o espaço do 033rooftop e aos desenhos de luz
(Gabriele Souza) e de som (Eduardo Pinheiro). Os figurinos de época são de
autoria de Kleber Montanheiro.
Não há como não destacar o visagismo
(Louise Helène) e as perucas (Emi Sato) que muito colaboram para a
caracterização de Walerie Gondim, que em certos momentos parece ser a própria
Gal.
Como as personagens do espetáculo provem de várias partes do Brasil é de muita importância a função de Andréia Vitfer na preparação vocal e de sotaque.
A direção musical é de Daniel Rocha e os
músicos são regidos por Vivi Godoy.
O elenco afinado e animado canta e
interpreta muito bem. Não há como não destacar Bruna Pazinato, como Lúcia
Verissimo que tem belos duetos com Gal / Ivan Parente como o irriquieto
Guilherme Araújo / Edu Coutinho (em boa hora estreando em São Paulo) como
Caetano Veloso / Vinicius Loyola, muito bem como Tom Zé, mas nem tanto como João
Gilberto / Marco França, Badu Morais e Fernanda Ventura que formam as divindades da Suméria que acompanham e criticam a trajetória de Gal / Théo Charles como
Gilberto Gil / Daniela Cury (mãe de Gal).
E que todos os holofotes e aplausos
dirijam-se para Walerie Gondim, graciosa, simpática e bonita, que incorpora Gal
Costa de maneira to-tal e fa-tal. Em certos momentos tem-se a impressão que é a
própria Gal que esta ali. Some-se a isso a sua bela e afinadíssima voz, tal
qual Gal (até rimou!!). Uma artista a quem se deve prestar muita atenção.
A
montagem é cheia de belos momentos, mas vale lembrar dos duetos de Gal com
Lúcia Veríssimo (“Azul”), com a mãe (“Vapor Barato”), “Força Estranha” (solo de
Gal) e “Fé Cega, Faca Amolada” com os Doces Bárbaros.
GAL, O MUSICAL está em cartaz no 033
Rooftop (junto ao Teatro Santander). Sexta, 20h30 / Sábado, 16h30 e 20h30 /
Domingo, 15h30 e 19h30.
Delicioso demais para perder!
17/03/2026 – Dia do aniversário da
Elis!
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