Dos prazeres de rever depois de seis
anos “Dos Prazeres”, o solo teatral da ótima Maristela Chelala que brilha mais
uma vez no papel e curiosamente caiu uma tremenda chuva durante a apresentação,
algo que também ocorreu quando assisti à peça em 2020 no SESC Vila Mariana.
Será que a água é só metáfora, como dizia o programa daquela montagem?!!
Reproduzo abaixo o que escrevi sobre o
espetáculo em 2020, sabendo que a atual montagem sofreu várias alterações:
“A peça mescla fatos da vida da
própria atriz com as peripécias de Dos Prazeres, personagem de um conto de
Gabriel García Márquez, que é uma prostituta de 76 anos, amazonense como
Chelala, que vive exilada em Barcelona durante a ditadura franquista e que faz
os preparativos para a sua morte, anunciada em uma visão. Essa anunciação vai
provocar boas surpresas tanto para ela como para o espectador. O conto foi
traduzido para a cena teatral por Ivan Marsiglia que junto com Chelala inseriu
acontecimentos dramáticos ocorridos na infância da atriz. Misturam-se assim
fatos da guerra civil espanhola, da truculência de Franco e da não menos
truculenta situação do Brasil atual. A direção de Ivan Andrade brinca com o
metateatro incluindo uma constante menção às interferências de Rachel, a
operadora de som e orquestra dinâmica movimentação cênica da atriz, fazendo com
que o espetáculo seja bastante dinâmico e ágil. O programa da peça comenta que
a água é uma das metáforas centrais do espetáculo e uma água nada metafórica
acompanhou o público nestes primeiros dias muito chuvosos de fevereiro”.
E eu peço emprestada uma frase de Zélia
Gattai para fechar esta escrita sobre Dos Prazeres: ANARQUISTA, GRAÇAS A DEUS!
P.S. Cabe notar que os prazeres da noite
incluíram o acolhimento sempre afetivo das meninas do ºAndar (Ana Paula Dias e
Anayan Moretto), o encontro com o Marcelo Laham e a Adriana Dham e a companhia
das minhas queridas amigas Rose e Nadya.
Grande noite!!
21/06/2026


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