Eulália, Maria, Amélia, Joana, Dalia,
José, Camélia, Pedro, Adélia, João, Lia, Lia...
Fragmentos da vida de um ser humano
Em flashes rápidos e não na ordem
cronológica vamos tomando conhecimento de fatos da vida de uma mulher chamada
Lia, fatos esses que também podiam fazer parte da sua ou da minha vida. O texto
teatral é uma adaptação feita por Bete Coelho do livro “Lia: Cem Vistas do
Monte Fuji” de Caetano W. Galindo.
Dirigido por Bete e codirigido com
toques cinematográficos por Gabriel Fernandes, “Lia Lia” é um espetáculo de
rara beleza visual graças ao cenário emaranhado de “fios da vida” concebido por
Daniela Thomas e Felipe Tassara, ao incrível desenho de luz de Beto Bruel, ao conjunto de oito
mulheres dispostas simetricamente em dois grupos de quatro ao lado do cenário
que, qual um coro de tragédias gregas, comenta e narra as ações vividas
esplendidamente por Lia (Bete Coelho) e Lia (Camila Pitanga), além da presença
de um homem (amante, pai) na vida de Lia interpretado por Roberto Audio.
Destaque também para as participações de Laís Lacôrte (mãe e filha de Lia) e
Lindsay Castro Lima como uma vizinha bisbilhoteira. Alunas do Núcleo de Artes
Cênicas – NAC, do SESI-SP compõem exemplarmente o coro cênico.
Outra beleza da montagem é a
movimentação milimétricamente precisa do elenco concebida por Bete
Coelho que se assemelha aos passos de uma coreografia.
Bete e Camila se revezam com muita garra
como Lia. Bete, generosamente, cede para Camila cenas excelentes que incluem
até uma interação delicada e afetiva com uma pessoa da plateia.
Os aplausos calorosos do público
heterogêneo que frequenta o Teatro do SESI ao final do espetáculo demonstram a
compreensão da narrativa fragmentada da peça.
LIA LIA cumpre curta temporada até 09/08
no Teatro do SESI de quarta a sábado às 20h e aos domingos às 18h.
NÃO DEIXE DE VER!
01/08/2026


