sábado, 17 de outubro de 2026

FRANCISCO DE ASSIS - 800 ANOS – O MUSICAL


Baseada em fatos históricos Alcione Alves descreve o jovem Francisco como um rapaz alegre que ajuda seu pai comerciante, mas que gasta tudo o que ganha com os amigos em festas e encontros. Ao perceber a miséria em que viviam os pobres de sua terra, inicia uma conscientização que o leva a distribuir seus bens aos menos favorecidos no que é seguido por alguns amigos e pela jovem Clara criando a ordem franciscana.

Alcione narra a curta vida de Francisco (ele morreu com 44 anos) com muita suavidade e muito amor no texto e na tradução cênica feita por ela mesma; Abigail Wimer compôs o belo comentário musical que acompanha o espetáculo e participa da banda ao piano.

Tudo é muito delicado na montagem, sem nenhum ranço de pregação religiosa. Trata-se “apenas” de mostrar um homem que com sua bondade e seu amor fez muito bem à humanidade.

O cenário da peça assinado por Otávio Donasci é dividido em dois níveis: o inferior é o terrestre repleto de cubos removíveis onde predomina a cor preta e o superior é o celeste onde predomina a cor azul. Tudo isso  belamente iluminado pelo desenho de luz criado por Vini Hideki e Silen de Castro.

Um elenco de 16 intérpretes, uma banda de 6 músicos e um grupo de oito euritmistas “celestes” compõem o grupo formado para contar a história de Francisco e Clara.

Do elenco bastante harmonioso cabe destacar as presenças de Maria Bia (bonita e ótima em vários papeis), Eduardo Leoni (perfil perfeito para interpretar Jesus Cristo em algum espetáculo), Carlos Meceni (surpreendente em cena), Silen Castro (a Diretora), Flavio Baiocchi (Ângelo, um dos seguidores de Francisco), Vini Hideki (bela presença em cena demonstrando seus dotes circenses), Tânia Paes (bela e suave como Clara) e Glau Gurgel (excelente composição da figura de Francisco). Todo o elenco interpreta e canta muito bem e as cenas corais são ótimas.


“Francisco” é um espetáculo digno e bem realizado que merece ser visto como antídoto para esses tempos de ódio e guerras onde parece que a humanidade rasteja para trás.

Em cartaz no icônico Teatro Maria Della Costa (que está a merecer uma boa reforma) até 29/10 com sessões às quartas e quintas às 20h30. 

16/10/2026

 

 

 

 

 

 

 

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