quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

ZESCAR 2013 - CINEMA

 
    
      Assisti a quase 200 filmes em 2013 (mais precisamente:192). Foi um ano rico em boas (e más )surpresas. Com exceção da Mostra do Billy Wilder no CineSesc, não acompanhei mais nenhuma mostra. Segue abaixo a lista dos meus Zescar (melhores) e Racsez (piores):


FICÇÃO ESTRANGEIRA:

1.       Amor

2.       Era Uma Vez na Anatólia

3.       Depois de Lucia
 
 

4.       Dentro da Casa

5.       Cesar Deve Morrer
 
 

6.       Branca de Neve

7.       As Sessões

8.       Tabu
 
 

9.       Qual É o Nome do Bebê?

10.   Antes da Meia Noite

 

Não fariam feio na lista dos melhores:

1.       Na Neblina

2.       O Filho do Outro

3.       A Caça

4.       Terra Firme
 
 

5.       Pais e Filhos

 

DOCUMENTÁRIO ESTRANGEIRO:

       Nada a destacar

FICÇÃO NACIONAL:
 
 

1.       O Som ao Redor

2.       Tatuagem

3.       Serra Pelada

4.       Chamada a Cobrar

 

DOCUMENTÁRIO NACIONAL:

1.       Mataram Meu Irmão

2.       Repare Bem

3.       A Alma da Gente

4.       Jorge Mautner – O Filho do Holocausto

 

FORA DO CIRCUITO:

1.       Mostra Billy Wilder (CineSesc)

2.       Náufragos da Louca Esperança (Mostra de Cinema)
 
 

3.       Relançamentos: Laranja Mecânica, A Malvada, Um Corpo Que Cai.

 

PIORES DO ANO:

1.       A Espuma dos Dias

2.       Pietá

3.       A Viagem

4.       Juan e Evita

5.       O Lado Bom da Vida

6.       Elena

7.       Frances Ha

8.       Indomável Sonhadora

9.       A Parte dos Anjos

10.   Hitchcock

 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

ZESCAR 2013 - TEATRO



     Listas de melhores e prêmios por votação pela Internet onde se pode votar quantas vezes quiser (??!!) estão tão banalizados que relutei em publicar a relação do ZESCAR  de teatro de 2013. O nome ZESCAR, obviamente, é uma brincadeira com o original americano. Faço essa lista há vários anos e o ano passado foi a primeira vez que a tornei pública através do meu blog. Trata-se de uma lista totalmente pessoal e leva em conta os espetáculos aos quais assisti (foram 195 em 2013). Para não ser totalmente injusto, listo também aqueles “perdidos” que julgo terem sido importantes. Finalmente existe também o RACSEZ para os piores do ano: foram oito em 2013, dentre os 195 assistidos. Tenho fama de “bocudo” e de politicamente incorreto, então para evitar dissabores e novos inimigos não publicarei essa relação.

 
 
        
ZESCAR 2013 – TEATRO
PEÇAS:
1.       Cais ou Da Indiferença das Embarcações
2.       Jacinta (RJ)
3.       Eu Não Dava Praquilo
4.       Ausência (RJ)
5.       Cantata Para Um Bastidor de Utopias
6.       Os Canastrões (RJ)
7.       Nossa Classe
8.       Folias Galileu
9.       Hotel Fuck (POA)
10.   Morro Como Um País
 
Outros destaques:
1.       Operação Trem Bala
2.       Nada, Uma Peça Para Manoel de Barros (Brasília)
3.       Reprise de “A Mulher do Trem”
 
MUSICAIS:
1.       Quase Normal
2.       Alô Dolly
 
ESTRANGEIROS:
1.       Mãe Coragem/Pansuri  (Jaram Lee – Coréia) - Sesc
2.       Translunar Paradise (Theatre ad Infinitum – Inglaterra) - CCBB
3.       Ocupação Work Center Grotovski/Thomas Richards (Itália) - Sesc
4.       Hamlet (The Wooster Group – USA) - Sesc
5.       Ópera de Pequim - Sesc
6.       Um Inimigo do Povo ( Schaubühne – Alemanha) – Sesc
 
PROJETOS:
1.       Baú de Arethuzza (Os Fofos Encenam)
2.       White Rabbit, Red Rabbit (Sesc Vila Mariana)
 
 
 
DESTAQUES:
1.       Elenco de Cais
2.       Atores: Cassio Scapin (Eu Não Dava Praquilo), Luís Mello (Ausência), Chico Carvalho (Ricardo III)
3.       Atrizes: Andrea Beltrão (Jacinta), Cris Rocha (Conjunto dos espetáculos dos Fofos Encenam), Sylvia Prado e Camila Mota (Cacilda !!! e Cacilda!!!!), Yara de Novaes (Contrações)
4.       Apresentações de rua do grupo Buraco D’Oráculo (Ser Tão Ser e Ópera do Trabalho)
5.       Dramaturgia: Kiko Marques (Cais), Newton Moreno/Aderbal Freire-Filho/Branco Mello (Jacinta), Nanna de Castro ( Bala na Agulha)
6.       Direção: Kiko Marques (Cais), Eric Lenate (Vestido de Noiva), Zé Henrique de Paula (Nossa Classe)
7.       Trilha sonora: Umanto (Cais)
8.       Cenografia: Chris Aizner (Cais), Kleber Montanheiro (Ricardo III)
 
OS PIORES DO ANO:
 
     - CENSURADO!
 
 
    
PERDIDOS:
     - O Patrão Cordial
     - Édipo na Praça
     - Tareias
     - Colônia Penal
     - Medeia Vozes (Ói Nóis Aqui Traveis)
     - Dois espetáculos do Grupo XIX: Nada Aconteceu... e Estrada do Sul
CONCERTOS:
     - OSESP/OSM
     - Orquestra do Concertgebouw Amsterdam no Ibirapuera
     - Orquestra  Sinfônica Simon Bolivar – Venezuela – Dudamel
 
SHOWS:
     - Otros Aires (Argentina)
     - Goldherança
     - Mercan Dede Secret Tribe (Turquia)
     - Edu Lobo 70 anos
 
BALLET:
     - Nada a destacar
ÓPERA:
     - Aida
     - Cavalleria Rusticana
 
RESUMO:
                TEATRO:     158
                CONCERTO: 16
                SHOW:          12
                ÓPERA:           5
                BALLET:          4
                TOTAL:        195



 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

CACILDA!!!! - CELEBRAÇÂO TRIPLA


Acolhimento do público

     Ontem (23/12) foi o dia de passar muitas horas no Teatro Oficina: apresentação da peça Cacilda!!!!-A Fábrica de Cinema & Teatro (5h40 de duração, incluindo um intervalo de meia hora), celebração dos 26 anos da Eternidade de Luís Antônio Martinez Corrêa (ele foi barbaramente assassinado em 23/12/1987 no Rio de Janeiro) e lançamento do livro almanaque dos 50 anos do grupo. Um verdadeiro regalo de Natal para os privilegiados presentes.
 
Zé Celso
     Cacilda!, o primeiro espetáculo de José Celso Martinez Corrêa inspirado na vida e obra de Cacilda Becker  estreado em 1998 é uma obra prima absoluta. Seguiram-se Cacilda!!-Estrela Brasileira a Vagar (2009) e neste 2013 Cacilda!!!-Glória no TBC e agora Cacilda!!!Á Fábrica de Cinema &Teatro. Este último exagera na apresentação de trechos longos de peças em que Cacilda atuou tornando-se longo demais. Claro que, em se tratando do Oficina tudo se transforma em festa e celebração.
 
Cena do parto
 
Homenagem a Luís Antônio

 
     Alguns momentos são preciosos: a cena do parto de Cacilda simbolizando o nascimento do seu filho Cuca e da Companhia Cinematográfica Vera Cruz (Sylvia Prado maravilhosa!); Marcelo Drummond como a dama inglesa (que Cacilda fez no teatro) em A Importância de Ser Careta de Oscar Wilde; a homenagem a Luís Antônio ao som de Amor (Ressucita-me) de Caetano Veloso (que fez parte da trilha de O Percevejo que o homenageado dirigiu e cuja letra tinha tudo a ver com aquele momento) e, finalmente, Camila Mota como Alma de O Anjo de Pedra numa interpretação iluminada trazendo de volta a respiração ofegante de Cacilda e sua pronúncia perfeita das palavras.
 
Marcelo Drummond
 
Camila Mota
 
     Ao término do espetáculo, ritual no morro do terreno do Silvio Santos e lançamento do livro. Enorme fila e disputa para comprar um exemplar: belo e enorme livro com capa dourada e com um excelente conteúdo mostrando críticas, capas de programas e fotos de todos os espetáculos do grupo. Precioso...E  custou apenas R$20,00.
 
 
     A longa jornada completou-se com uma deliciosa taça de vinho.
 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O AUTOR BRASILEIRO NOS PALCOS PAULISTANOS EM 2013


 

                Entre estreias e reestreias, 578 títulos de dramaturgos brasileiros estiveram em cartaz na cidade de São Paulo em 2013, isto sem considerar os infantis, as stand up comedies e as encenações que não foram veiculadas pela mídia especializada (guias de cultura e de teatro), situando-se neste último caso, a maioria dos trabalhos apresentados na periferia da cidade. As conclusões aqui apresentadas baseiam-se nas fichas técnicas dos espetáculos constantes nos programas dos mesmos e/ou nas informações contidas nos guias: OFF, Guia de Teatro, Divirta-se (de O Estado de São Paulo), Guia Folha (de A Folha de São Paulo) e Veja São Paulo (encarte da revista Veja).
 

                Com 11 títulos, Nelson Rodrigues continua a ser o autor mais montado, seguido de Ronaldo Ciambroni (7), Mário Bortolotto (6), Samir Yazbek (6), Plínio Marcos (5), Paulo Faria (5) e Renato Andrade (4). Vários autores tiveram três peças montadas e a grande maioria comparece com um título. 56 encenações foram chamadas de criação coletiva e as 522 restantes levam um ou mais nomes como autores, não havendo em sua grande maioria, a possibilidade de distinguir quantas delas foram criadas a partir de processo colaborativo.

                Apesar da quantidade de dramas (341) ser muito superior à de comédias (178), são estas as mais longevas em cartaz. Os títulos apresentados naqueles teatros especializados em espetáculos puramente comerciais revelam a natureza dos mesmos e a que vieram. Eis alguns deles:

                - Teatro Bibi Ferreira: Quem Ri Por Último É Loira ou Português/TPM-Tempo Para Mulher/Júnior-A Filha Que Mamãe Sempre Quis.

                - Teatro Ruth Escobar: Entre a Pizza e o Motel/O Dia Que Eu Comi a Pomba Gira/Engolindo Sapo Pra Um Dia Comer Perereca/ A Sogra Que Pedi a Deus.

                - Teatro Maria Della Costa: Casal TPM/TPM-Tratamento para Machos/Super Mulher-A Comédia.

                - Teatro Paiol Cultural: Virgem aos 40.com/ O Amante do Meu Marido, o Fantasma da Minha Sogra/Us Filhos da Guta em Kenga Kamigase (sic).

                - Teatro Folha: A Minha Primeira Vez/ Mulheres Solteiras Procuram/ Meu Ex-Imaginário.

                - Teatro Gazeta: Filodaemprego.com/ 100 Dicas Para Arranjar Namorado/Adão, Eva e Mais Uns Caras.

                - Teatro Juca Chaves: Amor, Brigas e Novela das Oito/Vamu Ki Vamu/Como Monitorar Um Homem.

                - Teatro Brigadeiro: Homens no Divã.

                - Teatro Ressurreição: Pobre ou Rica É Com Ela Que Ele Fica/Sexo, Etc. e Tal.

                As peças de caráter experimental e dos coletivos que buscam novas linguagens se apresentaram em espaços alternativos e nos teatros do Sesc.

                Apesar da grande quantidade de títulos de autores brasileiros, foram poucos na opinião deste articulista, aqueles que atingiram um nível satisfatório. Leve-se em conta, nesta conclusão, que assisti “apenas” cerca de 80 dos quase 600 espetáculos apresentados: 
 
                - Cais ou Da Indiferença das Embarcações de Kiko Marques foi o grande texto do ano (apesar de ter estreado no final de 2012). O autor apresenta de maneira poética e muito original a saga de três gerações de habitantes de Ilha Grande.
 
                - Jacinta de Newton Moreno, Aderbal Freire-Filho e Branco Mello (estreou no Rio de Janeiro em 2012). Texto de humor amargo contando as aventuras e desventuras da pior atriz do mundo, vivida brilhantemente por Andrea Beltrão.
 
                - Eu Não Dava Praquilo de Cassio Scapin e Cássio Junqueira. Brilhante compilação das falas da saudosa Myrian Muniz.
 
                - Ausência de André Curti e Artur Ribeiro. Espetáculo sem palavras interpretado por Luís Mello.
 
                - Operação Trem Bala de Naum Alves de Souza. Retorno do autor aos palcos após um longo silêncio.
 
                - A Bala na Agulha de Nanna de Castro. Após o excelente Novelo (temporada de 2010), a dramaturga volta a surpreender com este exercício de metalinguagem.
 
                - Morro Como Um País de Fernando Kinas. Pungente espetáculo da Kiwi Companhia de Teatro sobre regimes opressores.

                E O RESTO É SILÊNCIO...

 

                OBS: Neste artigo são analisados apenas os espetáculos de autores brasileiros.