segunda-feira, 20 de março de 2017

IRACEMA VIA IRACEMA





        Quantas Iracemas viajam naquele ônibus que tem ponto na Praça Roosevelt? Quantas daquela Iracema você já encontrou e até desprezou pelas ruas da cidade? Ela mesma pergunta “Perdeu alguém parecido comigo?”.
        A pesquisa conjunta das companhias Agrupamento Andar 7 e Trupe Sinhá Zózima resultou nesse espetáculo que tem forte interpretação de Luciana Ramin e direção de Anderson Maurício a partir do texto de Suzy Lins de Almeida.
        A encenação é composta de vários flashes da vida dessa mulher marginalizada e semi analfabeta, mas dona de muita coragem e perspicácia para enfrentar os inimigos que encontra pela sua sofrida vida. Apesar de se ressentir de mais forte amarração entre esses flashes, a peça flui de maneira vigorosa em função do trabalho da atriz e dos detalhes da encenação: o ônibus como personagem, os adereços de cena, a iluminação cenográfica de Tomate Saraiva, os figurinos e a trilha sonora com canções que emolduram os vários momentos da vida de Iracema, incluindo até uma bonita versão de India, cantada pela própria atriz, na cena em que a personagem vai a um programa de rádio.


        Luciana Ramin tem porte e talento e entrega-se com muita coragem à sua personagem, despindo-se de qualquer pudor para personificar a sua Iracema. A atriz sabe interagir com o público, além de contornar muito bem certas interferências de algum espectador mais afoito.
        Desta vez o encenador Anderson Maurício optou por manter o ônibus da Sinhá Zózima parado durante a apresentação. A meu ver, solução cênica correta, pois a interação com o cenário externo torna-se mais forte como as investidas de Iracema junto aos passantes e também com o surpreendente momento final.

        IRACEMA VIA IRACEMA está em cartaz até 29 de abril às quintas, sextas e sábados às 21h na Praça Roosevelt, 210 (o ônibus está estacionado em frente à SP Escola de Teatro). Ingressos gratuitos disponíveis uma hora antes do espetáculo. Chegue cedo porque são apenas 24 lugares.

20/03/2017
        

quarta-feira, 15 de março de 2017

4ª MITsp- ABERTURA




NOITE HISTÓRICA DE ABERTURA da 4ª MITsp NO THEATRO MUNICIPAL

        No icônico espaço de cultura que é o nosso Theatro Municipal teve lugar a abertura da 4ª edição da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo. Tendo a atriz Georgette Fadel como mestre de cerimônias o evento foi bem enquanto discursaram Guilherme Marques, um dos organizadores do evento junto com Antonio Araújo; Eduardo Saron, diretor do Instituto Itaú Cultural e Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo. A situação começou a esquentar quando foi chamada a representante da Secretaria Municipal da Cultura. Debaixo de muitas vaias e ao som de “Descongela a Cultura” a moça conseguiu fazer os seus agradecimentos,  no mesmo clima o representante da Secretaria Estadual da Cultura disse o seu obrigado, mas a situação pegou fogo quando foi chamada a representante do Ministério da Cultura; ao som de muitas vaias e de “Fora Temer” ela quis enfrentar o público e então o teatro parecia que ia vir abaixo, houve ainda a infeliz interferência de uma representante da Funarte que só fez aumentar a fúria dos presentes. Foi uma gloriosa manifestação da indignação que pesa em cada um de nós com os descalabros desse governo que diz nos representar. É claro que os ocupantes desses cargos não compareceram mandando esses representantes para serem devorados como boi que cai em rio habitado por furiosas piranhas.




        Após intervalo de dez minutos para acalmar os ânimos, teve início Avante, Marche (que título significativo!) da companhia belga lês ballets C de la B/NTGent. Misturando teatro, dança, música e o virtuosismo do ator Wim Opbrouck a peça faz uma alegoria da sociedade contemporânea por meio das relações de membros de uma orquestra de sopros (algo semelhante ao memorável filme de Fellini, Ensaio de Orquestra). Elenco afinado que canta, toca, dança e representa muito bem. A encenação conta com a participação de músicos brasileiros.


        Nos agradecimentos os músicos brasileiros levantaram uma faixa com os dizeres “SOS BANDA SINFÔNICA” (a banda foi desfeita pelo governo do Estado). A seguir várias pessoas subiram ao palco com faixas: “Cultura não congela, Teatro não se fecha”, “Fomento é direito, queremos respeito”, “Descongela a cultura já!”, sob os aplausos do público.
        E assim essa noite tão significativa para a nossa cultura transformou-se em importante manifestação política cuja repercussão espera-se que ultrapasse o vale do Anhangabaú.

        Obrigado Tó e Guilherme por nos proporcionar a 4ª Mitsp.

        Em tempo: Guilherme Marques informou as datas de realização da 5ª MITsp: de 01 a 11 de março de 2018. EVOÉ!


15/03/2017 

terça-feira, 14 de março de 2017

PONTO MORTO


        O texto de Helio Sussekind parte de uma premissa beckettiana, em especial aquela de Esperando Godot, onde dois homens perambulam continuamente por florestas e cidades sem destino certo. Esses homens são pai e um filho adulto portador de deficiência mental. O filho age como uma criança de três anos de idade, falando frases desconexas, repetindo coisas e perguntando muito ao pai que suporta esse fardo há muito tempo e está no limite de sua paciência.
        As personagens dão margem a duas interpretações magníficas e Marat Descartes (o filho) e Luciano Chirolli (o pai) agarram essa oportunidade e nos oferecem dois trabalhos antológicos. A composição de Marat Descartes é impressionante no falar e no gestual, sendo que o ator não sai da personagem em nenhum momento, parecendo desconcertado até nos agradecimentos finais. A personagem do pai serve de escada para as ações do filho, mas como disse um amigo presente no dia: “Chirolli é escada sim, mas uma magnífica escada de mármore!”.


        O sóbrio e belo cenário de Chris Aizner iluminado por Wagner Pinto e a marcante trilha de Tunica Teixeira são excelentes suportes para a direção conjunta de Camilo Bevilacqua e Denise Weinberg cujo maior mérito é dar vazão às incríveis performances de Marat e Chirolli.
        É lastimável que próximo ao final o texto procure explicar as razões daquela situação resvalando para um realismo piegas que desemboca em inverossímil happy end.

        Pelas interpretações e pela direção, Ponto Morto é espetáculo obrigatório. NÃO DEIXE DE VER.

        PONTO MORTO está em cartaz no Tucarena às sextas e sábados às 21h e aos domingos às 18h até 02/04.

14/03/2017


sexta-feira, 10 de março de 2017

ÁGUAS DE MARÇO


        São as águas de março levando e trazendo bons espetáculos para os palcos paulistanos.

Daniel Tavares, Tiago Real, Andrea Dupré, Renata Calmon

        Levaram o ótimo EIGENGRAU – NO ESCURO que esteve em cartaz até domingo, dia 05, na Funarte. O engenhoso texto de Penélope Skinner tem as características da excelente dramaturgia contemporânea inglesa: personagens consistentes, narrativa fragmentada com boa trama e ótimos e ágeis diálogos. Nelson Baskerville faz uma leitura nervosa do texto enfatizando a relação das personagens com as neuroses de uma cidade grande. São dois homens e duas mulheres que se relacionam de maneira inusitada e surpreendente criando a eterna ciranda: A quer B, mas B se interessa por C e D (por quem ninguém se interessa) acaba se interessando por A. Essas figuras são interpretadas de forma naturalista e convincente por quatro ótimos atores: Andrea Dupré, Renata Calmon, Tiago Real (o gordinho e tímido Tomás – o D da ciranda - que abre e fecha a peça dialogando com as cinzas da avó) e Daniel Tavares. Espetáculo simples na aparência, delicioso de se assistir e que merece uma segunda temporada na cidade.

        Trouxeram dois monólogos (tendência crescente como já apontei em outra matéria) e uma peça húngara, fato quase inédito na cena da cidade:


        HAMLET – PROCESSO DE REVELAÇÃO - O Coletivo Irmãos Guimarães que já ofereceu excelentes leituras da obra de Beckett traz essa reflexão do ator Emanuel Aragão sobre o mais famoso e complexo texto de Shakespeare. Ele narra e interpreta cenas da peça de forma surpreendente enfatizando a relação de Hamlet e Horácio e sumariamente tirando Ofélia da história. A trama é permeada com declarações pessoais do ator e com abertura de diálogo com a plateia, podendo provocar - como foi o caso na sessão em que assisti ao espetáculo – reações de alguém do público que quer brilhar mais que o ator que está em cena! Ao meu modo de ver essa interatividade (sinal de contemporaneidade!) só atrapalha a fruição de trabalho tão sólido e bem realizado. Cartaz do Sesc Ipiranga até 26/03 às sextas e sábados às 21h e aos domingos às 18h. O ator informa que a peça pode durar entre 2 e 3 horas, dependendo da reação da plateia.


        QUARTO 19 – A atriz Amanda Lyra traduziu e adaptou o conto homônimo de Doris Lessing sobre uma mulher bem realizada na profissão que casa com o homem que ama, tem três belos filhos, abandona o trabalho para cuidar dos pequenos e acaba tornando-se o que se convencionou chamar de “do lar”. Acredita que quando os filhos crescerem possa retornar a uma vida mais ativa, mas aí já é tarde demais... Só lhe resta o quarto19! Amanda defende essa personagem tão parecida com tantas mulheres que se anulam em função da sociedade machista em que vivem; ela narra para a plateia de forma muito natural as fases da vida dessa mulher, interpretando-a em certos momentos, sempre com muito brilho e vigor. A direção limpa de Leonardo Moreira coloca todo o foco no trabalho da atriz. Mais um monólogo de fôlego a se juntar a outros que estiveram ou estão em cartaz na cidade. No Sesc Pinheiros de 09/03 a 15/04 de quinta a sábado às 20h30.


        O PLANETA TÁ UM LUGAR PERIGOSO – Peça húngara contemporânea de László Garaczi montada por iniciativa da também atriz Frida Takáts. A peça é veículo para um surpreendente trabalho de Leonardo Miggiorin que interpreta uma personagem dos sete aos setenta anos (o psicólogo do menino lhe faz uma hipnose progressiva fazendo-o vivenciar o futuro em várias idades até a sua morte). Com esse mote a peça procura levantar questões relativas ao mundo líquido e fugaz em que vivemos, nem sempre sendo clara em suas intenções. Com a ajuda de ótima trilha de André Abujamra e da iluminação de Adriana Dham, Kiko Marques faz uma direção discreta com ênfase no trabalho do elenco que conta, além dos já citados, com João Bourbonnais e Andrea Tedesco. Temporada de 08/03 a 27/04 no Teatro Augusta, ás quartas e quintas às 21h.

        As águas de março trazem também a 4ª MITsp que inicia no dia 14 além de muitas estreias. Viva o nosso teatro que mostra com sua vitalidade e coragem como enfrentar com brio os terríveis momentos que nosso país atravessa.


10/03/2017



sexta-feira, 3 de março de 2017

MATERIAL BOND


        Uma breve pesquisa sobre a vida e obra de Edward Bond (dramaturgo, diretor, poeta e teórico inglês nascido em 1934) nos mostra que ele é autor de mais de 50 peças de teatro, tendo escrito longos prefácios para essas peças, além de textos teóricos com suas reflexões sobre capitalismo, violência, tecnologia e pós-modernismo.
        Curiosamente é um autor pouquíssimo encenado no Brasil. Em São Paulo, sua peça mais famosa Salva (Saved) foi montada em 1975 por iniciativa de Miriam Mehler e dirigida por Ademar Guerra e depois disso outra peça sua foi montada por Fernando Kinas em 2001 (informação constante do programa de Material Bond). E é só! A biografia de Bond comenta que apesar de ser um dos maiores dramaturgos ingleses, ele e sua obra continuam a ser bastante controversos devido à violência mostrada em suas peças, o radicalismo de sua postura em relação ao teatro moderno e suas teorias sobre o drama.
        Em função disso tudo é extremamente bem vinda esta montagem da Kiwi Companhia de Teatro onde o encenador Fernando Kinas faz colagem dos textos teóricos e das fábulas (histórias muito parecidas àquelas criadas por Brecht, tanto na forma como no conteúdo) de Bond, sempre denunciando as desumanidades geradas pelo capitalismo e pela ânsia por dinheiro, além dos horrores das guerras provocadas por tiranos e ditadores. A encenação tem grande suporte nos slides apresentados em grande tela onde prisioneiros de campos de concentração são mesclados com jovens apanhando das tropas de choque nas ruas brasileiras quando da realização de alguma manifestação e Hitler se apresenta ao lado de Alexandre Moraes revistando uma tropa. O espetáculo deixa claro que qualquer semelhança não é mera coincidência. A montagem busca a compreensão da realidade pela razão, mas não deixa de emocionar ao escancarar os desmandos aonde nossa pobre civilização chegou e ao clamar por justiça e liberdade. Busca também contemplar a questão estética com bem equilibrado espaço cênico criado por Júlio Dojcsar e iluminado por Clébio Souza.
        Fernanda Azevedo tem porte e talento para conduzir o espetáculo com a ótima colaboração do músico/ator Eduardo Contrera.
        Não podemos nos permitir as condições do caramujo que tem interrupções dos sentidos por três segundos. Alerta, sempre! Como dizia Caetano em Divino Maravilhoso: “É preciso estar atento e forte/Não temos tempo de temer a morte”
                MATERIAL BOND é espetáculo obrigatório para os dias em que vivemos. Está em cartaz na Oficina Cultural Oswald de Andrade de 02/03 a 25/03. Quintas e sextas às 20h e sábados às 18h. Grátis.


03/03/2017

sábado, 11 de fevereiro de 2017

O AÇOUGUEIRO


TEMPORADA DE MONÓLOGOS NOS PALCOS PAULISTANOS

        * Um pouco de estatística não faz mal a ninguém: Há alguns anos eram poucos os monólogos apresentados nos palcos paulistanos. Em 1951 Rodolfo Mayer fez muito sucesso com As Mãos de Eurídice, sem, no entanto, fazer escola nesse tipo de espetáculo. Caso parecido é o de Marília Pêra em 1974 com sua memorável Apareceu a Margarida. Com o passar dos anos isso pouco mudou, mas o que se nota das últimas temporadas é o aumento bastante considerável de espetáculos com um só ator (ou atriz).  Em 2015 das 208 peças a que assisti 10 (5%) foram monólogos; em 2016 das 244 assistidas os monólogos comparecem 30 vezes (12%) e neste ano que ainda se inicia já assisti a cinco monólogos que representam 26% das 19 vistas. Tendência crescente?
        * O que faz um artista optar pelo monólogo? Creio que quatro fatores se entrelaçam: o primeiro é a qualidade do texto, o segundo é a oportunidade que o artista vê de provar seu talento em um solo, o terceiro é o fato que certa resistência do público ao monólogo vem diminuindo graças à qualidade da maioria desses solos e o último e não menos importante é o custo menor de produção e a facilidade de viajar com o espetáculo. A crítica também tem contribuído para a divulgação desses trabalhos haja vista as inúmeras lembranças, indicações e premiações a atores/atrizes que fizeram monólogos. (Em 2016 os prêmios de melhor ator e melhor atriz da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA- foram dados, respectivamente a dois “solistas”: Leonardo Fernandes por Cachorro Enterrado Vivo e Denise Weinberg por O Testamento de Maria)
        * A solidão do artista nesse tipo de trabalho não existe, pois ele é acompanhado de toda uma equipe formada, entre outros, pelo diretor, operadores de som e de luz, maquiadores.
        * Uma tendência que se nota em boa parte desses solos é que o único ator em cena desdobra-se em muitos personagens.

        * O AÇOUGUEIRO. Todo esse preâmbulo me foi inspirado pelo excelente trabalho a que tive oportunidade de assistir na noite de ontem. Louve-se, em primeiro lugar, a chegada de espetáculo vindo de Pernambuco, fato raro no ambiente teatral da cidade e em segundo a qualidade do espetáculo.
        Com uma história bastante simples envolvendo as aspirações do sertanejo Antônio para ser açougueiro e seu envolvimento com a prostituta Nicinha (que trará a ambos consequências trágicas), o autor Samuel Santos cria complexa urdidura dramatúrgica por onde passam os fios da trama envolvendo a mitologia nordestina que inclui personagens típicos e animais, principalmente o boi que terá papel importantíssimo no processo. O espetáculo é uma contundente crítica ao preconceito e à Intolerância. Para tanto o mesmo Samuel Santos, agora na função de encenador se vale da preciosa iluminação também de sua autoria e o mais importante, do trabalho de ator.


        Alexandre Guimarães tem poderosa performance baseada no teatro físico interpretando nove personagens; entre elas, o narrador da história, o primitivo Antônio, a sensual Nicinha, o povo da cidade, o boi e até os corvos, numa das cenas mais bonitas da montagem. É importante frisar que com pouquíssimos elementos cênicos o ator com seu preciso gestual de corpo e sua voz marcante nos induz a visualizar toda a ação que está em desenvolvimento. O poder imagético da montagem deve muito a Alexandre Guimarães, mais um grande “solista” revelado para São Paulo. Dignos de nota os trabalhos de preparação vocal (Nazaré Sodré), preparação corporal e figurino (Agrinez Melo) e maquiagem (Vinicius Vieira e Samara Lacerda).

        O AÇOUGUEIRO é ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL! Está em cartaz no Sesc Pompeia até 05 de março de quinta a sábado às 21h e aos domingos e feriados às 19h. Você tem só quatro semanas para comprovar o talento desse bem vindo grupo de Pernambuco.

11/02/2017


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

4ª MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo)



Avante, Marche (Bélgica)


        Cada vez estou mais convencido que o teatro é o templo da esperança e da utopia. Mais uma prova disso é a realização de mais uma MITsp. Indo contra ventos e tempestades resultantes da situação caótica em que se encontra o país os guerreiros Antonio Araújo e Guilherme Marques realizam a 4ª edição do evento que já faz parte do calendário cultural da cidade.
        Os eixos que norteiam a mostra são três e para tanto a curadoria selecionou dez espetáculos: sete internacionais e três nacionais.

1.            Espetáculos que reúnem hibridismo de linguagem, mesclando teatro, dança, música, cinema e artes visuais.

        - Avante, Marche (Bélgica) – Les Ballets C de la B – Direção: Alain Platel e Frank van Laecke. Espetáculo de abertura (14/03) no Theatro Municipal.
        - Por Que o Sr. R Enlouqueceu (Alemanha) – Münchner Kammerspiel – Direção: Susanne Kennedy.
        - Para Que o Céu Não Caia (Brasil) – Lia Rodrigues Companhia de Dança – Direção: Lia Rodrigues.

2.            - Espetáculos que denunciam racismo e preconceito, evidenciando o protagonismo negro.

        - Black Off (África do Sul) – Ntando Cele
        - A Missão Em Fragmentos: 12 Cenas  de Descolonização Em        Legítima Defesa (Brasil) – Coletivo Em Legítima Defesa – Direção: Eugênio Lima. Estreia na MITsp.
      - Branco: O Cheiro do Lírio e do Formol (Brasil) – Direção: Alexandre Dal Farra e Janaína Leite. Estreia na MITsp.

Branco: O Cheiro do Lírio e do Formol (Brasil)

3.            - Espetáculos de “teatro documentário”.

        - Mostra Rabih Mroué (Libano) – Consta de três espetáculos (Tão Pouco Tempo, Revolução em Pixels e Cavalgando Nuvens). Direção: Rabih Mroué.
        - Mateluna (Chile) – Direção: Guillermo Calderón.

Mateluna (Chile)

        A Mostra mantém em paralelo seminários, ações pedagógicas, olhares críticos, lançamentos de livros, atividades tão importantes
quanto os espetáculos teatrais.
        Faz falta na MITsp um espaço, ponto de encontro de artistas, espectadores e críticos onde “socialmente” poderia se discutir os caminhos e tendências do teatro e do mundo. Segundo Guilherme Marques a criação desse espaço é sonho antigo da organização da MITsp e quem sabe isso possa ocorrer em 2018.

        MITsp – De 14 a 21 de março em vários teatros da cidade (Municipal, João Caetano, Centro Cultural São Paulo, Auditório Ibirapuera, Itaú Cultural, Sesc Vila Mariana e Sesc Pinheiros). Ingressos a R$20,00 (meia entrada: R$10,00). Canais de venda de ingressos (a partir de 16 de fevereiro): Portal Sesc SP, Ingresso Rápido e Compreingressos.


 Informações: www.mitsp.org




07/02/2017