quinta-feira, 16 de novembro de 2017

GRAÇA

- Qual é a graça?
- Qual é a sua graça?
- Não tem graça!
- Você é uma graça! (nos sentidos carinhoso ou irônico)
- Que engraçado!
- Desgraçado!
- Sem graça!!
- Ave Maria, cheia de graça!
- Muchas gracias.
- Gracias a la vida que me ha dado tanto!

- AFINAL: O QUE É A GRAÇA?

        Uma palestra na pequena cidade de Garanhões é realizada para discutir o tema. Esse é o mote da deliciosa e descomprometida comédia de Eloisa Vitz, nova montagem do Grupo Gattu em cartaz no aconchegante Teatro do Sol em Santana.
        Uma organizadora/mediadora do encontro (Laura Vidotto) tenta por ordem na mesa constituída por um aloprado crítico chamado Débil (Daniel Gonzales), um professor pernóstico (Rodrigo Vicenzo) e uma doutora em qualquer coisa (Mariana Fidelis). Cada um deles mostra os exemplos mais esdrúxulos de graça para uma plateia que não existe. Isso mesmo! A assessora de imprensa da cidade se esqueceu de divulgar o evento.
        O elenco se reveza em diversas personagens: os habitantes da cidade, os participantes da mesa já citados e as figuras que ilustram os exemplos de graça. O texto e a montagem dirigida pela autora privilegiam o teatro de grupo permitindo que cada ator tenha seu momento de destaque. Mesmo assim é impossível não nomear os trabalhos de Daniel Gonzales, com ótimo tempo de comédia; de Rodrigo Vicenzo, bela e forte presença cênica em todas as personagens que interpreta e de Miriam Jardim que demonstra  que é fácil ser Deus para quem já foi Timbiras em A Falecida.
        A peça contém vários elementos do assim chamado teatro do absurdo e não pretende, absolutamente, dar uma resposta para o que é a graça, nem filosofar a respeito. Feito para divertir o espetáculo cumpre totalmente o seu objetivo e não deixa de mostrar que a melhor resposta para a pergunta está na canção de Violeta Parra Gracias a la Vida: na graça de viver está a verdadeira graça.
         Assisti ao espetáculo na noite da estreia quando houve deliciosa confraternização entre atores e público ao final com champanhe e bolo. O acolhimento é um dos pontos fortes do Grupo Gattu e isso, somado a um bom espetáculo só traz alegria para o espectador.



        GRAÇA está em cartaz de terça a sexta às 20h, sábados às 21h e domingos às 19h com entrada franca no Teatro do Sol (Rua Damiana da Cunha, 413 – Santana). Reservas: 3791-2023.


16/11/2017

domingo, 12 de novembro de 2017

VOU VOLTAR

PONTO DE PARTIDA CONTA EL GALPÓN



        O Grupo Ponto de Partida de Barbacena pretendia montar espetáculo que tratasse de refugiados que têm nas fronteiras suas piores inimigas e particularmente lhes interessava aqueles exilados políticos que tiveram que buscar asilo em outros países, tendo saído de seus países após perseguições, prisões e torturas. Em suas pesquisas o grupo encontrou na trajetória do Grupo El Galpón do Uruguai o mote para a presente encenação. El Galpón foi fundado em 1949 (o grupo ainda em plena atividade em Montevidéu está prestes a completar 70 anos) e em 1976 por decreto da ditadura militar teve sua sede fechada e todos seus bens confiscados. Vários integrantes do grupo se refugiaram na Embaixada do México, país que lhes concedeu asilo político. A peça do Ponto de Partida inicia nesse ponto, fala dos oito anos de exílio do grupo no México (1976-1984) e de sua emocionada volta à terra natal.
        A dramaturgia do espetáculo assinada pela também diretora Regina Bertola foi montada como uma colagem de textos de Mário Benedetti, Eduardo Galeano, Bertolt Brecht e de depoimentos de remanescentes do grupo uruguaio recolhidos pelo grupo mineiro.
        Nove atores (cinco mulheres e quatro homens) representam atrizes e atores do Galpón, acompanhados por dois músicos (Pablo Bertola ao violão e Pitágoras Silveira nos teclados). Com muita emoção o elenco mostra as tristezas, mas também as alegrias do grupo exilado tanto no plano profissional/grupal como nas questões pessoais (a distância dos entes queridos, a morte de um irmão e a saudade das raízes). A trama é permeada por belas canções do cancioneiro latino americano, inclusive o brasileiro (não poderia faltar a emblemática Sabiá de Tom Jobim e Chico Buarque, talvez a mais bela canção já escrita sobre o tema do exílio). A parte musical é uma das mais bonitas deste significativo trabalho com excelente rendimento dos cantores/intérpretes.
        A tocante cena final mostra o elenco com bandeiras interpretando a volta ao Uruguai enquanto projeções mostram fotos dos participantes do Grupo El Galpón.
        Apesar de mostrar a história de um grupo estrangeiro acontecida há mais de 30 anos, a peça deixa clara a denúncia da situação caótica do Brasil atual.
        VOU VOLTAR está em cartaz no Sesc 24 de Maio apenas por mais uma semana: sexta (17) e sábado (18) às 21h e domingo (19) e segunda (20) às 18h.
        Nos dias 17, 18 e 20 eles apresentam o musical MINEIRAMENTE, sempre às 13h.
        NÃO PERCA a oportunidade de se emocionar com o belo trabalho do Grupo Ponto de Partida.

12/11/2017

A GUERRA NÃO TEM ROSTO DE MULHER


        Um palco nu. Três atrizes vestidas discretamente com macacões, elas têm longos cabelos loiros e olhos claros como convém a intérpretes de personagens russas. Essas três mulheres vão nos relatar durante pouco mais de uma hora como era a vida das mulheres russas que foram combater na segunda guerra conforme o livro homônimo de Svetlana Aleksiévitch, escritora premiada com o Prêmio Nobel. A originalidade tanto do livro como do espetáculo é o olhar feminino sobre assunto sempre tratado e mostrado sob o ponto de vista dos homens. No meio de tantas atrocidades bélicas, elas chegam a sentir falta do uso de calcinhas, uma vez que o uniforme continha roupas íntimas pouco femininas.
        Louve-se em primeiro lugar a inteligente adaptação teatral do livro feita pelo elenco e pelo diretor Marcello Bosschar.
        A direção vale-se da bela iluminação de Aurélio de Simoni; da sua escolha da trilha sonora que vai desde dance music até uma envolvente música de Philip Glass (epílogo da ópera Kepler,) que ilustra uma das cenas mais fortes do espetáculo e , é claro, do elenco:
        Carolyna Aguiar, Luisa Thiré e Priscilla Rozenbaum revezam-se com muito talento ao interpretar/narrar as vivências de cerca de trinta mulheres que, num primeiro momento, levadas por seu patriotismo querem ir para a guerra e depois sofrem e testemunham os horrores dos campos de batalhas. O programa fornece o nome dessas mulheres. 

     
        De qualquer maneira, apesar de falarem muito sobre a morte, elas são sobreviventes e louvam a vida. E a peça termina com essa louvação em uma bela coreografia assinada por Carolyna Aguiar.
        Mais uma vez temos prova dos bons e sérios trabalhos oriundos do Rio de Janeiro.
        Pelo tema tratado e pela interpretação visceral das três atrizes, A Guerra Não Tem Rosto de Mulher, é espetáculo obrigatório.

        Em cartaz no Teatro FAAP às sextas e sábados às 21h e aos domingos às 18h até 17/12.

12/11/2017
       



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

SCAVENGERS


Na foto, da esquerda para a direita: Davi Reis, Gabriela Rabelo, Rogério Brito, Fani Feldman e Ricardo Corrêa.

        Scavenger: Alguém que recolhe coisas descartadas por outros; catador de lixo; qualquer animal que come coisas refugadas e apodrecidas.
            A trama da peça do dramaturgo escocês Davey Anderson é simples: o jovem e bem casado empreendedor Marco, depois de alguns negócios bem sucedidos, vai à falência e acha a melhor solução no abandono de tudo tentando o suicídio afogando-se no mar. Mas Marco não morre e no encontro com alguns miseráveis ele vai descobrindo o sentido da vida, indo até o fundo do poço para depois transcender numa das cenas mais bem resolvidas, do ponto de vista poético, que temos visto em nossos palcos. Não vou estragar o prazer de quem vai assistir à peça me estendendo no que acontece em seguida.
        O grande achado dramatúrgico é a maneira como a história é contada: um grupo de atores vai narrando a saga de Marco, enquanto o ator que o interpreta, em certos momentos, também narra a história. A tradução cênica realizada pelo sempre competente e sensível Francisco Medeiros é engenhosa utilizando-se de microfones espalhados pelos quatro cantos do palco por meio dos quais os atores fazem a narração (um senão é que na sessão em que assisti algumas falas se tornaram inaudíveis, talvez por algum problema de sonorização). Uma plataforma central móvel que contém tampas por onde os atores entram e saem é o espaço onde se desenrola a ação propriamente dita. O cenário é assinado por Cesar Rezende Santana.
        Quatro bons atores (Davi Reis, Fani Feldman, Rogério Brito e a carismática Gabriela Rabelo) revezam-se nas narrações e na interpretação das personagens que se envolvem com o protagonista Marco, representado pelo talentoso Ricardo Corrêa.
        A produção é da Cia. Artera de Teatro (Ricardo Corrêa e Davi Reis) que já montou Dadesordemquenãoandasó do mesmo autor e o polêmico e assustador Bug Chaser-Coração Purpurinado. As três montagens estão em cartaz na cidade.
        Destaque para a trilha executada ao vivo por seu autor Tiago de Mello e para a significativa iluminação de Fran Barros.
        SCAVENGERS está em cartaz no Centro Cultural São Paulo às sextas e sábados às 21h e aos domingos às 20h até 05/11.

29/10/2017




SE EXISTE EU AINDA NÃO ENCONTREI





       Esta peça do jovem dramaturgo inglês Nick Payne (1984-) mostra, ao contrário do filme “Teorema”, como uma família disfuncional pode se reestruturar e se humanizar com a chegada de um parente (irmão do pai) que, a princípio, parece o mais disfuncional de todos os outros componentes (pai, mãe e filha).


       A encenação de Daniel Alvim dá margem a bons trabalhos de Helena Ranaldi (ótima nas cenas em que tem que ser enérgica), de Leopoldo Pacheco (disfarça a gagueira do pai de modo brilhante) e de Lyv Ziese (a filha gordinha complexada), mas quem dá um show de interpretação é Luciano Gatti como o tio extrovertido que com seu calor humano derrete a geleira da casa.


       SE EXISTE EU AINDA NÃO ENCONTREI está em cartaz no Teatro Eva Herz até 10/12 com sessões aos sábados (21h) e aos domingos (19h).


30/10/2107

CÉUS


        Em entrevista quando esteve no Brasil em 2014 o dramaturgo canadense de Quebec Robert Lepage (1957-) comentou que procura fazer espetáculos que tenham duas histórias: uma com H maiúsculo (universal) e outra com h minúsculo cujo tema cotidiano/familiar seja uma porta para o espectador melhor compreender a primeira. Nota-se igual procedimento no libanês Wajdi Mouawad também radicado em Quebec (1968-) tanto em Incêndios; onde H era a guerra (provavelmente do Líbano) e suas consequências, e h o drama familiar da protagonista Nawal; como em Céus onde H é o terrorismo e h os dramas privados das cinco pessoas confinadas em missão secreta em um bunker com o objetivo de detectar onde e quando poderão ocorrer ataques terroristas. Mouawad lida bem com o mistério e o suspense que são desvendados sempre ao final da trama, mantendo o interesse do espectador em suas mãos.
        O cenário bastante simples de Fernando Mello da Costa consta de uma grande mesa com computadores onde se desenvolve a trama H, enquanto as histórias h são feitas sobre uma cama que entra e sai de cena e que representa o privado, o pessoal das personagens e suas relações com o mundo exterior. São quatro homens e uma mulher, além da citação de um sexto componente que cometeu suicídio. A descoberta das razões do suicídio, a agitação e a urgência de procurar por futuros ataques, além dos dramas pessoais de cada um são as molas propulsoras deste bem urdido drama de Mouawad.
        Espetáculo desse tipo necessita de bons atores capazes de darem conta tanto de H como de h e o diretor Aderbal Freire Filho soube escolher o elenco como também focar toda a sua direção no mesmo. Iluminação (Maneco Quinderé) e figurinos (Antônio Medeiros) bastante discretos, como exige a encenação; além das poderosas projeções (Radiográfico) embaladas pela potente trilha sonora de Tato Taborda.



        Felipe de Caroli desempenha o jovem criptógrafo Clément que irá tentar decodificar as informações contidas no computador de Valery (o suicida) e é responsável por longo discurso onde se desvenda o mistério da morte de Valery, os outros integrantes masculinos do grupo são Marco Antônio Pâmio, Rodrigo Pandolfo e Isaac Bernat todos em excelentes intervenções. A personagem feminina Dolorosa Haché é bem representada por Karen Coelho.
        O mais que grito, na verdade um urro dilacerante que encerra a peça é assim descrito pelo autor: “... me dei conta de maneira monstruosa o quanto ele estava há muito tempo calado dentro de mim. De sofrimento em sofrimento, ele tinha se sedimentado sob a camada opaca das razões e das aceitações, na resignação das tristezas que nos tira a coragem para viver o dia seguinte”. O som dessa voz ecoa por toda a plateia deixando o espectador atordoado mesmo depois que as luzes da plateia se acendem.
        Céus não é uma peça fácil. Trata de assuntos contemporâneos graves e tem desfecho há anos luz de um happy end, mas é muito necessária para se refletir sobre os tempos cruéis em que vivemos.
        Louve-se a iniciativa do produtor e idealizador do projeto Felipe de Carolis de trazer para o Brasil a obra tão importante de Wadji Mouawad.
        A peça é o marco inicial da nova curadoria do Teatro Vivo feita por André Acioli. O teatro deve passar por reformas modernizadoras no início de 2018.
        CÉUS está em cartaz às sextas (20h), sábados (21h) e domingos (18h) no Teatro Vivo até 10/12/2017. NÃO DEIXE DE VER.

31/10/2017



quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O REI DA VELA- ANTES E DEPOIS


O REI DA VELA - ANTES


Capa do programa de 1967


        Dedico um capítulo de meu livro O Palco Paulistano de Golpe a Golpe (1964-2016) à montagem de O Rei da Vela de 1967. É uma das encenações mais significativas dentre as mais de 3500 a que assisti nesse mais de meio século como espectador.  Tenho na memória o delirante segundo ato, sobre o qual escrevi “No primeiro e no último atos, a peça extremamente atual de Oswald de Andrade colocava em questão aspectos importantes, como a usura, os malefícios do capitalismo, a importância da luta de classes e a dependência aos Estados Unidos, mas os fundamentos do que viria a ser o tropicalismo e o germe dos futuros espetáculos de José Celso estavam no segundo ato, onde um telão de Hélio Eichbauer, pintado nos moldes das antigas revistas musicais, mostrava uma Baía de Guanabara com cores fortes. Na parte superior, havia – de certo modo adotando proposição épica - a frase de Olavo Bilac “Criança... não verás país nenhum como este”, originalmente escrita em um contexto totalmente diverso e que ironizava a cena apresentada. Defronte a esse cenário, desfilavam as personagens da "família" brasileira: Dona Cesarina, Totó Fruta do Conde, Dona Poloquinha, Joana (João dos Divãs), Heloisa de Lesbos, Abelardo, entre outros. A cena escarnecia com muita ironia e humor dos costumes e valores da burguesia nacional. Ria-se muito. As frases de efeito, criadas pelo autor e tão bem articuladas pelo afiado elenco, eram muito boas, e algumas delas viraram jargão na roda de amigos que frequentavam teatro”

        Pois é, escrita em 1933 ela era atual nos obscuros anos da ditadura militar e, ao que aparece, contínua atualíssima no catastrófico Brasil de 2017.

        Não é sem certo temor que vou revê-la no próximo domingo. A lembrança da montagem de 1967 é muito forte. Não estarão lá Edgard Gurgel Aranha, Etty Fraser, Fernando Peixoto, Liana Duval, Ítala Nandi e tantos outros. Caberá ao Zé Celso e ao Renato Borghi manterem a chama do clima revolucionário que a peça ainda tem.
 
 

27/10/2017

 
O REI DA VELA - DEPOIS
 
 
        Fica difícil colocar em palavras as sensações que tive ao rever, 50 anos depois, a remontagem de O REI DA VELA dirigida por Zé Celso Martinez Corrêa.
 
        A primeira foi de espanto ao constatar a atualidade de uma peça escrita há 80 anos em plena ascensão do nazi-fascismo.
 
        A segunda foi a constatação de como eu era ingênuo aos 23 anos, quando assisti a peça pela primeira vez e como hoje, após ter sentido e ainda estar sentindo na pele os malefícios desse sistema capitalista selvagem consigo entender melhor o que Oswald de Andrade denunciava no texto em 1933 e o que Zé Celso tão bem traduziu cenicamente em 1967, ano que precedeu o famigerado AI-5.
 
        A terceira foi de temor, ao confirmar que o Brasil e o mundo de hoje não estão muito diferentes daqueles que precederam a segunda guerra mundial. O que está apresentação de 2017 está precedendo?
 
        A quarta foi a alegria de ver a energia que Renato Borghi extrai de sua própria fragilidade em função da idade e de um problema sério de coluna, recriando de forma magistral o Abelardo I de meio século atrás. Assistir ao embate dele com Zé Celso como Dona Poloquinha no segundo ato é daqueles raros momentos que só o teatro pode oferecer.
 
        A quinta foi a surpresa de ver recriados nos mínimos detalhes os cenários de Hélio Eichbauer.
 
         A sexta foi o prazer de ver como a tecnologia do século XXI (sonorização, sonoplastia, iluminação) conseguiu enriquecer a montagem de 1967, sem descaracterizá-la.
 
        A sétima foi a surpresa de, desta vez, ter gostado menos do segundo ato, que foi o meu favorito em 1967. Aqui senti falta do elenco original que dava maiores brilho e ritmo à divina “decadence” da família brasileira.
 
        A oitava foi o aperto no coração e a raiva ao ver baixar os painéis dos finais do segundo ato (“Criança, não verás jamais país como este”) e do ato final (“Respeitável público! Não vos pedimos palmas...”).
 
        E finalmente a nona e última: a vontade de ir à luta após a corajosa fala do sempre brilhante e lúcido Zé Celso após o final da peça conclamando o público ao desacovardamento. Suas palavras do que seria uma São Paulo cultural passando pelo Oficina, pelo terreno que pretendem construir torres, pela casa da Dona Yayá, pelo TBC, chegando até o Parque Augusta me levou a acreditar numa utopia atingível e na esperança de dias melhores para o planeta Terra fazendo brotar lágrimas nos olhos.
 
        VETA as TORRES!
 
        ABAIXO A CANALHADA!
 
        E parafraseando Oswald de Andrade: LUTEMOS POR ESSA ENJEITADA, A CULTURA BRASILEIRA!
 
        URGE que os jovens assistam a O REI DA VELA! Os ingressos estão quase esgotados até o fim da temporada, mas vale tentar. Sábados às 19h e domingos às 18h, só até 19/11 no Sesc Pinheiros.
 
        OBS 1: O programa da peça é um primor com reprodução dos cenários, textos esclarecedores e belas fotos das personagens vestindo os figurinos criados por Hélio Eichbauer (são citados todos atores que criaram as personagens ao longo dos anos).
        OBS.2 (a título de propaganda!!): Meu livro “ O Teatro Paulistano de Golpe a Golpe (1964-2016)” contém ampla matéria com fotos e ficha técnica completa da montagem de 1967.
 
        30/10/2017