segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

PRÊMIO APCA DE TEATRO ADULTO 2025

 


PRÊMIO APCA DE TEATRO ADULTO 2025

Em reunião realizada no Sindicato dos Jornalistas no dia 26 de janeiro de 2026, os críticos da área de teatro adulto da APCA: Bob Souza, Edgar Olímpio de Souza, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Mellão, José Cetra Filho, Kyra Piscitelli, Miguel Arcanjo Prado e Vinicio Angelici; elegeram, por votação, os premiados do ano de 2025:

 

ATOR:  Marcelo Médici – Dona Lola

 

ATRIZ: Paula Cohen – Finlândia

 

DRAMATURGIA: Silvia Gomez – Lady Tempestade


DIREÇÃO: Dinho Lima Flor – Restinga de Canudos


ESPETÁCULO: (Um) Ensaio Sobre a Cegueira


PRÊMIOS ESPECIAIS:

- Programa Persona da TV Cultura que há dez anos reverencia a memória do teatro brasileiro.


- Caetano Vilela por sua trajetória teatral em desenho de luz.





A data da cerimônia de premiação será divulgada oportunamente.

26/01/2026

 

sábado, 24 de janeiro de 2026

O MOTOCICLISTA NO GLOBO DA MORTE

 

Alguns espetáculos estreados neste início da temporada de 2026 estão testando os nervos e a indignação dos espectadores paulistanos.

Depois do impacto de “Mulher em Fuga” e “Habitat” surge “O Motociclista no Globo da Morte”, uma radiografia vigorosa da violência contemporânea.

O dramaturgo Leonardo Netto cria uma teia procurando (e conseguindo) demonstrar por A mais B que violência gera violência até no mais pacífico dos homens.

Há apenas uma cadeira no palco. O ator Eduardo Moscovis entra em cena, senta e já como personagem inicia o seu solo:

- Antônio. O nome é Antônio. Meu nome é Antônio e eu sou matemático.

E segue seu relato insistindo que é um homem pacífico e até covarde em certas situações.

Antônio pacífico e civilizado vê Antônio bruto e valentão no Bar do Zeca e como um motociclista no globo da morte procura desviar do outro motociclista, mas há um momento em que o embate se torna inevitável e fica difícil distinguir a vítima do algoz.

Antônio revela atônito como cenas de violência tanto com humanos, como com animais atraem as pessoas e sejam sempre vistas como grande entretenimento.

A evolução da ação no texto de Leonardo Netto é precisa e hipnotizante e, auxiliada pela excelente interpretação de Moscovis, mantém a plateia em um silêncio raramente visto em nossos teatros até o desfecho depois de uma hora, onde um longo silêncio surpreendente precede os aplausos que ovacionam o ator.

As pessoas saem da sala pasmas com o que acabaram de presenciar, sempre se questionando sobre sua semelhança com um dos Antônios.

Rodrigo Portella mostra mais uma vez seu talento como encenador burilando a interpretação de Moscovis com algumas pausas que reforçam o texto de Netto. Creio que seja do diretor a sutil mudança realizada na última cena da peça prevista no texto. Cabe lembrar que na peça-filme de Portella “(Re)Play” apresentada virtualmente em 2022 há uma cena de briga em família muito parecida com aquilo que acontece nesta peça.

O que se vê em cena é a união de três talentos (autor, ator e encenador) que resulta em um dos espetáculos teatrais mais potentes dos últimos anos.


O MOTOCICLISTA NO GLOBO DA MORTE está em cartaz no Teatro VIVO até 29/03: sexta e sábado, 20h e domingo, 18h.

NÃO DEIXE DE VER! 

24/01/2026

 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

HABITAT

 


De soco no estômago em soco de estômago o espectador teatral paulistano se enche de indignação e reflete sobre a perversidade da sociedade contemporânea, haja vista os dois espetáculos estreados no final da semana passada: MULHER EM FUGA e HABITAT, ambos escritos pelos jovens dramaturgos Édouard Louis (1992) e Rafael Primot (1982) que não têm medo de colocar a mão na ferida. Ambos procuram (e conseguem) mostrar como rasteja a humanidade.

MULHER EM FUGA foi assunto de matéria publicada em meu blog:

https://palcopaulistano.blogspot.com/2026/01/mulher-em-fuga.html 

HABITAT

Partindo de um fato real ocorrido em um super mercado de São Paulo onde um segurança espancou um cachorro até a morte, Primot coloca em cena uma jornalista e “influencer” que coordena uma ONG voltada à proteção de animais (Fernanda de Freitas), o segurança que matou o cachorro (Rafael Primot) e o gerente do estabelecimento onde houve a ocorrência (Rogério Brito) com uma estrutura dramatúrgica que me remeteu a algumas peças de David Mamet (Race e Hollywood).

A jornalista tem um confronto violento com o segurança esbravejando e ofendendo o homem durante um enorme “bife” (*) com cerca de vinte minutos, ele se defende argumentando que o mandaram  agir daquele modo. Como a revelação desse fato nas redes sociais comprometeu a empresa, o gerente da mesma entra em cena para “dialogar” com a jornalista.

Qual o preço de um ser humano? Por quanto ele se vende? A Senhora Luckerniddle em “Santa Joana dos Matadouros” se vendeu por dez pratos de sopa e esse assunto tão recorrente na obra de Brecht aparece com toda a força neste texto de Primot, desenvolvido de forma exemplar até o desfecho impactante que acontece com as derradeiras falas da jornalista.

É um verdadeiro privilégio para o espectador presenciar o jogo cênico entre o elenco: Rogério Brito empresta seu carisma e sua potente voz para a figura asquerosa e dúbia  do gerente, Rafael Primot se transfigura, tornando-se irreconhecível e feio, usando apenas recursos faciais e corporais e alterações no tom de voz, demostrando mais uma vez que é um dos melhores atores de sua geração e Fernanda de Freitas é uma grata surpresa iniciando a peça exagerando na atuação (a palavra “overacting” em inglês é mais bonita) e mantendo as mesmas fibra e garra até o final do espetáculo.

Suborno, manipulação pelo poder e pelo dinheiro, os perigos das redes sociais, as falsas notícias e o desprezo pelas classes menos favorecidas são alguns dos assuntos que Rafael Primot denuncia em seu denso espetáculo.

Lavínia Pannunzio e Eric Lenate dirigem o espetáculo discretamente focando a atenção no trabalho do elenco. O cenário de Lenate tem ventiladores que giram lentamente durante toda a apresentação e eles parecem ser as testemunhas mudas da violência que ocorre em cena.

Um potente espetáculo.

Cartaz do Teatro Estúdio às terças, quartas e quintas às 20h. 

(*) Jargão teatral para uma longa intervenção de uma personagem, sem a interrupção de outra personagem que também está em cena. 

20/01/2026

domingo, 18 de janeiro de 2026

MULHER EM FUGA

 

O que pode esperar do futuro uma moça oriunda de família pobre e ignorante residindo numa vila operária de uma cidade também com poucos recursos? Trabalhar em uma padaria, engravidar muito jovem, casar com um homem onde “quem manda na minha casa sou eu”, ter muitos outros filhos e aguentar os   assédios e proibições do marido.

O jovem escritor Édouard Louis (1992) nasceu em Hallencourt no extremo norte da França, numa família disfuncional que ele trata de maneiras crua e corajosa em sua obra literária focando em cada livro a mãe, o pai, o irmão e ele mesmo, que sofreu grande repressão por se revelar homossexual desde pequeno. Trata- se de auto ficção que ultrapassa o confessional para tratar das grandes mazelas da sociedade machista e preconceituosa em que vivemos.

Pedro Kosovski fez a adaptação teatral dos livros que o autor dedica à mãe (“Lutas e Metamorfoses de Uma Mulher” e “Monique se Liberta”) os unindo no ato único “Mulher em Fuga”. A primeira parte trata da submissão e da vida monótona da mãe e a segunda mostra como ela conseguiu se libertar dessas amarras que a vida lhe impôs.

A encenação de Inez Viana tem uma precisão cirúrgica (jamais fria!) valendo-se do projeto cenográfico de Dina Salem Levy que de início parece ser grande demais, mas que ao longo da encenação vai ser o suporte para a movimentação do elenco, sempre acompanhado do preciso desenho de luz de Aline Santini.

Nesse ambiente Tiago Martelli como o filho e Malu Galli como a mãe representam a história criada por Édouard Louis baseada na sua pesada experiência pessoal.

Malu Galli é uma grande atriz que não tem que nos provar mais nada, mas volta a surpreender com uma interpretação visceral de uma mulher à beira do esgotamento depois de anos de submissão, agressão e humilhação que vieram não só de seus companheiros, mas de toda sociedade. Quando encontra meios (até financeiros) para se libertar desse esquema, Malu mostra essa reviravolta de modo muito original e catártico, que evito revelar aqui, para não tirar o prazer da surpresa para quem vai assistir ao espetáculo.

Uma pequena observação sobre o visagismo assinado por Vini Kilesse: a peruca loira usada pela atriz encobre em certos momentos a poderosa expressão facial da atriz. Creio que uma fivela discreta poderia resolver esse problema.

Tiago Martelli acompanha a atriz no mesmo nível e tem interpretação e dicção dignas de elogios.

Para compreender melhor o pensamento e a obra de Édouard Louis assista ao programa “Roda Viva” da TV Cultura em que ele foi entrevistado (disponível no Youtube), leia seus livros e assista a este importante e corajoso espetáculo.

O escritor deve participar como ator da próxima MITsp com a dramatização do livro “Quem Matou Meu Pai”. 

MULHER EM FUGA está em cartaz no SESC 14 Bis até 08/02. Quinta a sábado, 20h /Domingo, 18h

ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL.

17/01/2026

 

 

 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

DOMINGO NO PARQUE, O MUSICAL

 

Nunca houve, nem haverá jamais outra canção como “Domingo no Parque” de Gilberto Gil. No “Festival de Música Popular Brasileira” da TV Record de 1967 essa música causou espanto, vestida com um revolucionário arranjo de Rogério Duprat, que mescla sons de música clássica com toques de berimbau e interpretada por Gil e Os Mutantes.

Nos seus três minutos e quarenta e dois segundos de duração a canção conta uma história desde a definição dos personagens até seus finais trágico. Tudo de maneira tão envolvente que o ouvinte chega a visualizar o que acontece com José, João e Juliana.

A transposição para a cena teatral dessa história sensual e trágica que acontece em um ambiente de capoeira deve ter ficado no imaginário de muitos encenadores brasileiros por muito tempo.

O diretor Alexandre Reinecke comenta que essa ideia ficou na sua cabeça por 30 anos até a sua realização ora em cartaz no Teatro Claro Mais SP.

Reinecke criou uma dramaturgia simples, mas bem estruturada ambientada numa roda de capoeira e seus arredores. Introduziu as personagens de Juci, companheira de João e da Mãe Preta, conselheira de José. Comparecem também duas crianças, uma, filha de Juci e João e a outra, filha de Juliana. Juliana é cantora numa casa noturna e, para dar um toque político em sua versão, o autor também a coloca como militante engajada na luta contra a ditadura (a ação se passa nos anos 1970).

Com a inclusão desse aspecto político abriu-se uma brecha para a inclusão da “Canção do subdesenvolvido” de Carlos Lyra e Chico de Assis muito em voga naqueles anos de chumbo. Esse número musical encerra de maneira vibrante o primeiro ato com todo o elenco no palco.

Com todos esses elementos e a inclusão de 20 canções, Reinecke, agora encenador, transformou os três minutos e quarenta e dois segundos da canção em um espetáculo musical de duas horas de duração.

Os números musicais são bem interpretados sob a direção musical de Bem Gil e a preparação vocal de Gabe Fabri.

São sempre estimulantes as cenas de capoeira muito bem realizadas por quase todo o elenco.

O cenário de Marco Lima mostra de maneira simples e bela a casa de João e Juci, a casa de José, a banca da feira de José, a roda de capoeira e, é claro, o parque de diversões com direito até à roda gigante. Tudo isso sob a iluminação, sempre “iluminada” de Cesar Pivetti. Figurinos de Lena Santana e direção de arte de Billy Castilho.

Todo o elenco tem uma interpretação correta, mas não há como não destacar a presença forte de Adriana Lessa e sua bela voz como Mãe Preta, o magnetismo de Badu Morais como Juci, a mulher sofrida de João (ela tem alguns números musicais que arrancam emoção e aplausos da plateia).

E um tópico especial para Alan Rocha como José. Alan tem um gingado todo especial tão cheio de significados que poderia fazer parte ilustrativa do capítulo de “gestus” de um livro de Brecht. Sua interpretação é tragicômica e é o grande trunfo desta montagem. O ano teatral está apenas começando, mas já se pode pensar em seu nome na lista das melhores interpretações do ano.

O grande mérito desta encenação de Alexandre Reinecke é que há uma coerência entre o texto e a escolha das canções que o ilustram, sem as apelações e clichês desnecessários e tão presentes em espetáculos “livremente inspirados”.

 

DOMINGO NO PARQUE, O MUSICAL está em cartaz no Teatro Claro Mais SP até 08 de fevereiro com sessões:  quinta e sexta (20h), sábado (17h e 20h30), domingo (18h)

 

DELICIE-SE!

 

        06/01/2026

 

 

 

domingo, 28 de dezembro de 2025

DO PRIMEIRO “HAIR” NINGUÉM ESQUECE

 

No final da década de 1960, enquanto os famigerados ditadores do regime militar insistiam em combater a cultura censurando espetáculos, prendendo e torturando artistas e promulgando o fatídico AI-5, os palcos paulistanos reagiam bravamente apresentando espetáculos icônicos que fazem parte da história do nosso teatro: “Oh! Delícia de Guerra” (1966), “Marat-Sade” (1967), ambas dirigidas por Ademar Guerra; “Roda Viva” (1968), “Galileu Galilei” (1968), “Na Selva das Cidades” (1969), dirigidas por Zé Celso Martinez Corrêa; “A Cozinha” (1969) dirigida por Antunes Filho; “Esperando Godot” (1969), dirigida por Flávio Rangel e triste despedida de Cacilda Becker; “Cemitério de Automóveis” (1968), “O Balcão” (1969) dirigidas por Victor Garcia. Montagens que se tornaram clássicas. 

Enquanto isso, em outubro de 1967 estreava na off Broadway um musical sobre hippies de autoria de James Rado, Gerome Ragni (texto e letras) e Galt MacDermot (música) que denunciava o envolvimento dos Estados Unidos na guerra do Vietnã, outra tragédia da humanidade ocorrida naqueles anos. Rado e Ragni também interpretavam, respectivamente, Claude e Berger as figuras principais da peça. Depois de uma temporada tímida de um mês e meio, a peça migrou para a Broadway em abril de 1968 onde triunfou em 1750 apresentações.


O que mais se ouvia por aqui era que a peça tinha um nu frontal coletivo e algumas canções da peça como “Aquarius” e “Let the sunshine in” com “The Temptations” já tocavam em nossos rádios e nas casas noturnas.

Altair Lima, um ator de médio sucesso viu ali uma oportunidade de alcançar seu lugar ao sol e comprou os direitos para a apresentação da peça em São Paulo.

Contratou Ademar Guerra para dirigir o grande elenco necessário e muniu-se de profissionais de comprovado talento para a produção: Renata Palotini na versão para o português, Marika Gidali na coreografia e Claudio Petraglia na direção musical.

A escolha do elenco deve ter sido feita em conjunto (Guerra e Altair). Nomes famosos e estreantes juntaram-se para contar a história dos cabeludos: Armando Bógus (Claude), Altair Lima (Berger), Aracy Balabanian (Sheila) e Helena Ignês (Jeannie) formavam o quarteto principal, muito bem acompanhados por Ricardo Petraglia, Sonia Braga, Laerte Morrone, Antonio Pitanga, Bibi Vogel, Neusa Borges, Celia Olga e mais 17 intérpretes totalizando 28 figuras em cena. O curioso é que a maioria interpretava muito bem, mas era bem fraca ao cantar e quase nula ao dançar mesmo assim a peça fez um sucesso arrebatador no Teatro Bela Vista onde estreou em outubro de 1969 e o sucesso foi tão grande que permitiu que Altair Lima comprasse e reformasse um velho cinema (Cine Rex) na esquina da Rua Ruy Barbosa com a Rua Conselheiro Carrão rebatizando-o de Teatro Aquarius onde “Hair” continuou com sua carreira vitoriosa até 1972 com várias modificações no elenco: Luiz Fernando Guimarães, Ney Latorraca, Ariclê Perez, Antonio Fagundes e Francarlos Reis, entre outros, entraram nesta segunda fase.

A montagem de Ademar Guerra era uma festa bastante solar, com excelente rendimento do elenco (mesmo não cantando tão bem).

Enquanto isso “Hair” seguia sua carreira internacional, sendo montado em várias partes do mundo.

No Brasil também cumpriu temporada no Rio de Janeiro onde contou com a participação do querido Gilberto Bartholo no elenco.

Em 1979 Milos Forman filmou a peça com muita liberdade chegando a trocar os destinos de Berger e de Claude no final. A coreografia de Twila Tharp, apesar de bonita, não combinava com o espírito da obra. Treat Williams e John Savage brilhavam como Berger e Claude. 

Entusiasmado com o sucesso de “Hair”, Altair Lima comprou os direitos da ópera rock “Jesus Cristo Superstar” de Tim Rice (letras) e Andrew Lloyd Weber (música) que estreou no final de 1972 no Teatro Aquarius com direção do próprio Altair. O espetáculo não fez o sucesso esperado e depois dele Altair afasta-se da direção do teatro que passa por várias reformulações até chegar ao triste estado de prédio abandonado nos dias de hoje. 

Nos palcos paulistanos “Hair” surgiu em nova montagem em 1994, dirigida por Jorge Fernando com Roberto Bataglin como Berger e Luciano Viana como Claude. As apresentações foram no extinto Music Halla na Alameda Eduardo Prado nos Campos Elíseos.

Em 2012 surge a versão idealizada por Charles Möeller e Claudio Botelho que foi apresentada no Teatro do Shopping Frei Caneca com Hugo Bonemer (Claude) e Fernanda da Rocha (Berger).

Todas muito bonitas e solares.

Curiosamente a nova montagem de Móeller apresentada em 2025 no BTG Pactuaal Hall é soturna, escura e sem energia perdendo todo o viço e a claridade tão importantes nessa obra.

Novos “Hairs” virão, trazendo novamente toda a energia que transpirava na montagem original de 1969, que até hoje não foi superada,


DEIXA O SOL ENTRAR! 

28/12/2025

 

 

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

ZESCAR 2025

 

Lista dos melhores em teatro nos palcos paulistanos segundo José Cetra Filho

Conforme já divulguei, devido à banalização dos prêmios que indicam/premiam até o papagaio de louça que faz parte do cenário, decidi que o ZESCAR não é um prêmio virtual; ele é apenas a lista dos melhores, na minha ótica de espectador apaixonado e o RACSEZ é a lista dos piores do ano! E além disso, a partir deste ano indico no máximo cinco nomes em cada categoria, por mais que me doa deixar alguns nomes de fora.

O ZESCAR é minha lista pessoal. Ele leva em conta os 171 espetáculos a que assisti no ano e nada tem a ver com a minha participação em comissões de premiação onde os premiados são eleitos por votação e nem sempre correspondem àqueles que a meu ver são os melhores.

E o ZESCAR vai para: 

ATRIZ:

Andrea Beltrão - Lady Tempestade

Bruna Longo – Queda de Baleia

Daniele Tavares – Etiqueta do Luto

Lilian de Lima – Carta à Rainha Louca

Paula Cohen – Finlândia 


ATOR:

Celso Frateschi e Zecarlos Machado – Dois Papas

Coletivo Ocutá – A Máquina

Dan Stulbach – O Mercador de Veneza

Marcelo Médici – Dona Lola

Rafael Primot – Um Pequeno Incidente 


DRAMATURGIA:

Lady Tempestade – Silvia Gomez

Nebulosa de Baco – Marcos Damaceno

Nora e a Porta – Marina Corazza

Restinga de Canudos – Dinho Lima Flor e Rodrigo Mercadante

Velocidade – Assis Benevenuto e Marcos Coletta

 

DIREÇÃO:

Daniela Stirbulov – O Mercador de Veneza

Dinho Lima Flor – Restinga de Canudos

Eric Lenate – Novas Diretrizes em Tempos de Paz

Patrícia Gifford – Carta à Rainha Louca

Rodrigo Portella – (Um) Ensaio Sobre a Cegueira

 

ESPETÁCULO:

(Um) Ensaio Sobre a Cegueira

A Máquina

Novas Diretrizes em Tempos de Paz

Restinga de Canudos

Velocidade

 

UM ACONTECIMENTO:

Lady Tempestade

 

ESPETÁCULOS ESPECIAIS FORA DA CURVA:

Odisseia – Instalação Para Um Retorno

Filoctetes em Lemnos

Um Tartufo

 

DELÍCIA DO ANO:

Dzi Croquettes Sem Censura

 

OUTROS DESTAQUES:

Abertura do Teatroiquê

Acolhimento: Teatro do Sol (Grupo Gattu) e Teatro Manás Laboratório (Dante Passarelli e Fernanda Zancopé)

Dimitri Luppi e Wagner Antônio – Iluminação de “Filoctetes em Lemnos”

Eric Lenate – Arquitetura cênica de “Novas Diretrizes em Tempos de Paz”.

 

DESTAQUES NEGATIVOS:

Demolição do Teatro Ventoforte

Fechamento do Teatro Alfa e reabertura como BTG Pactua Hall totalmente desfigurado.

Processo de despejo do Teatro de Contêiner

 

ESPETÁCULOS INTERNACIONAIS:

Transfiguration - Olivier de Sagazan (no SESC)

Gaivota – direção de Guillermo Cacace (na MITsp)

Moulin Rouge (em Bristol)

 

PERDIDOS:

12º Round- A História de Emile Griffith

Coyote

Deserto

Entre Irmãos

Jersey Boys

O RioLear

Tom Jobim Musical

Trabalhadores (Zózima)

 

SHOWS, CONCERTOS, ÓPERAS, DANÇA:

Foram 18 espetáculos:

SHOWS (2): Grupo Rumo/Gilberto Gil- Tempo Rei no Allianz Park

CONCERTOS (12): OSESP (assinatura)

ÓPERAS (1): Macbeth

DANÇA (3): Deborah Colker-Sagração (2X) / Lia Rodrigues – Borda

Perdi temporada do Grupo Corpo (Piracema) por estar viajando.

 

RESUMO: 

TEATRO:     171

SHOW:           2

CONCERTO:  12

ÓPERA:          1

DANÇA:          3

TOTAL:        189


        RACSEZ para os piores do ano!



            23/12/2025