terça-feira, 28 de julho de 2026

NO ESCURINHO DO CINEMA

 

        Indo ao teatro de quatro a cinco vezes por semana tem me sobrado pouco tempo para ir ao cinema, arte que gosto tanto quanto o teatro.

        Aproveitei o início desta semana para pôr alguns filmes em dia.

        Na segunda feira criei coragem para descer a montanha que vai da Avenida Paulista até o CineSesc: a descida íngreme e a calçada irregular são verdadeiros desafios para um portador de bengala.

        A sala de espera do CineSesc está com uma pequena e bela exposição sobre os cinemas de rua de São Paulo e isso me fez lembrar que esse espaço já surgiu como cinema de arte em 1969 com o nome de Cine Orly e exibindo na estreia nada mais, nada menos que “Eu Te Amo, Eu Te Amo” (1968) de Alain Resnais.


Em 1975 mudou o nome para Cinema Um e em 21/09/1979 foi adquirido pelo SESC passando a chamar-se CineSesc.

A exposição mostra um pouco do que foi a nossa Cinelândia onde os cinemas de rua reinavam absolutos com cartazes gigantescos dos filmes em cartaz.

Assisti a dois filmes:

- O CONVITE (2026), direção de Olivia Wilde. Os dois primeiros terços do filme são muito bons levando a crer que teremos uma comédia amarga ao gosto de Edward Albee, mas depois da tentativa de troca de casais o filme começa a explicar tudo bem ao modo do cinema norte americano e tem um final feliz e conservador para não desagradar as “famílias”.

E a Clarice sempre presente! 

        - ECOS DO TEATRO EXPERIMENTAL DO NEGRO (2026), direção de Daniel Solá Santiago. Fui esperando um documentário sobre o lendário TEN criado por Abdias Nascimento, mas como o título “Ecos” anuncia, trata-se mais da influência que os grupos negros contemporâneos tiveram do TEN. É um belo filme e tem depoimentos preciosos de Ruth de Souza, Lea Garcia, Milton Gonçalves e João Acaiabe, entre outros.

        Na terça feira fui ao oftalmologista no Shopping Santa Cruz e depois de comer um delicioso cheeseburger na Achapa e saborear um enorme Chocochapa (sorvete em taça que ressuscita o Chocolamour da saudosa Sorveteria Alaska) resolvi enfrentar uma sessão de cinema.

        - A ODISSEIA (2026), direção de Christopher Nolan.

        Sentei numa poltrona D-BOX que provoca vibrações e trepidações de acordo com o que acontece no filme.

        O filme é bem realizado, tem um bom elenco e procura mostrar os incidentes relatados por Homero na saga de Ulisses na tentativa de volta a Ítaca e à sua amada Penélope. Como todo filme norte americano ele não deixa de sucumbir a muitas cenas de luta e violência e a um final feliz.

 Fazer o quê??

 

28/07/2026

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