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sábado, 22 de maio de 2021

TERRA MEDEIA

 

        O mito de Medeia tem carga dramática muito potente e em razão disso, junto com aquele de Édipo, é um dos mais visitados pela dramaturgia universal. Além da tragédia de Eurípedes, só no Brasil Consuelo de Castro, o grupo Ói Nóis Aqui Traveiz, Chico Buarque e Paulo Pontes já se valeram do mito em suas obras as quais foram dirigidas, entre outros, por Gianni Ratto, Silnei Siqueira e Antunes Filho. E o que dizer da força da personagem? Monumentos como Cleyde Yáconis e Bibi Ferreira, além de grandes atrizes como Tânia Farias, Leona Cavalli e Juliana Galdino (quando parecia que ela era uma boa atriz) são algumas das intérpretes de Medeia que os palcos paulistanos já presenciaram. Neste ano houve uma versão virtual com Bete Coelho a partir da peça de Consuelo de Castro. E agora chegou a vez de Nicole Cordery na versão da dramaturga sueca Sara Stridsberg.

De maneira simplificada se pode dizer que na mitologia Medeia é vista como uma feiticeira selvagem capaz de assassinar o próprio irmão para salvaguardar seu caso amoroso com Jasão e extremista ao assassinar Creonte e sua filha, assim como os próprios filhos, para se vingar de Jasão que a abandonou. O lema da Medeia mitológica é a vingança por conta da perda de seu amor próprio e é esse o mote da tragédia de Eurípedes.

A Medeia de Sara Stridsberg é multifacetada: além de seu desejo de vingança pelo amor perdido, ela relembra os tempos felizes com Jasão, faz uso de seus dotes sensuais para chantagear Creonte e em vários momentos mostra insegurança e dúvidas se deve ou não cometer os assassinatos que está planejando. Como se vê há muitas Medeias na versão da dramaturga sueca. Stridsberg elimina os personagens de Egeu, de Glauce e do Mensageiro, mas introduz outros bastante significativos como a Mãe de Medeia e uma Deusa que estimula o seu ódio para a realização dos planos de vingança. Também coloca em cena um Médico que dialoga com Medeia e que também funciona como narrador/corifeu. Ao final da peça a autora detalha várias maneiras de como Medeia poderia conduzir os seus filhos para uma “inimaginável escuridão encantadora”. Todos esses detalhes ampliam a abrangência da tragédia e dão toque originalíssimo e contemporâneo ao espetáculo.

A encenação virtual de Bim de Verdier é tão complexa quanto o texto: mescla cenas previamente gravadas com cenas ao vivo, contrapõe colorido com preto e branco, usa criativamente aquilo que eu chamo de “teatro de janelinha” (intérpretes interagindo cada um em seu espaço em perfeita sincronia); tudo isso resulta em um espetáculo coeso, belo e muito digno. Esse resultado deve bastante à direção de arte e filmagens de João Caldas, à operação de vídeos ao vivo de Marcela Horta e à contrarregragem de Madu Arakaki.

O elenco é outro ponto forte da montagem: Renato Caldas interpreta Creonte, Rita Grillo (diretamente de Paris!) faz a incrédula Ama, Bia de Verdier (diretamente da Suecia), com delicioso sotaque em seu português perfeito, interpreta a suave Mãe e a violenta Deusa, Daniel Ortega é o responsável pelos momentos menos dramáticos dando um ar de distanciamento à trama como o Médico; André Guerreiro Lopes empresta sua presença e sua voz para a composição de um Jasão aparentemente bom e compreensivo, mas na verdade egoísta e oportunista.

Foto de João Caldas

E mais uma vez Nicole Cordery nos surpreende dando conta de todas as nuances dessa complexa e multifacetada Medeia imaginada por Sara Stridsberg. Grande desafio que Nicole com todo o talento, a garra e a versatilidade que lhe são próprios, encara e vence com muito sucesso. 

TERRA MEDEIA:

Estreia 22 de maio, 17h.

Temporada 22 de maio a 13 de junho, sábados e domingos, às 17h.

Retirada de ingressos e transmissão pelo site Plataforma Teatro www.plataformateatro.com

Ingressos gratuitos. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sábado, 30 de outubro de 2021

TERRA MEDEIA - UMA NOVA EXPERIÊNCIA

 

Quando pensei que já havia vivido todas as sensações que o teatro pudesse me oferecer, eis que surgiu o convite da Nicole Cordery para que eu estivesse presente nos bastidores da gravação da peça Terra Medeia, ocorrida em 27 de outubro de 2021.

57 anos de vivência como espectador não foram suficientes para conter toda surpresa e toda emoção que essa experiência me proporcionou.

O estúdio do fotógrafo João Caldas é o QG da operação. Lá, fui recebido com muito carinho por toda a parte da equipe ali presente.

Ali se situam a mesa de som e imagem comandada bravamente por Marcela Horta, ao seu lado o som é operado por Alexandre Martins que troca olhares e gestos com Marcela e com Madu Arakaki que faz uma complexa contrarregragem se esgueirando pelos cantos do espaço para suprir a atriz com todos elementos necessários para o desenvolvimento da ação. João Caldas opera a câmera que focaliza a atriz e em outro cômodo Renato Caldas interpreta Creonte com a câmera operada por Andréia Machado.

Medeia é interpretada visceralmente por Nicole Cordery que, em verdadeiro tour de force, se desdobra para cumprir todas as etapas da trama, não abandonando a emoção em nenhum momento (mesmo naqueles em que uma interferência da internet prejudica o andamento da ação)

O resto do elenco atua dos locais onde se encontra: André Guerreiro Lopes (Jasão) e Daniel Ortega (Mestre de Cerimônias e Médico) em suas casas em São Paulo; Bim de Verdier (Mãe e Deusa e também diretora do espetáculo) da Bahia e Rita Grillo (Babá) de Paris.

Como uma verdadeira maestrina, Marcela Horta conduz/edita as imagens, balançando a cabeça preocupada quando alguma coisa dá errado.

Assistir presencialmente a toda essa verdadeira operação de guerra foi um verdadeiro privilégio. Eu já havia assistido à peça virtualmente em maio de 2021 (vide matéria em meu blog: http://palcopaulistano.blogspot.com/search?q=Terra+Medeia) e na época Nicole me informou como tudo funcionava, mas assistir in loco, mexeu bastante tanto com a mente como com o coração.

Ao final fizemos uma gostosa confraternização tomando vinho e comentando os percalços “internéticos” ocorridos durante a apresentação.


De quebra levei meu livro para o João Caldas, retribuindo um presente que ele havia me enviado há treze anos.


Grande noite! Mais uma pra coleção das inesquecíveis. Obrigado, Nicole.


Agora resta aguardar o grande momento em que Terra Medeia vai para o palco de um teatro com a presença de público. 

30/10/2021

 

terça-feira, 6 de julho de 2021

BALANÇO TEATRAL DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2021

 

 

O que rolou na telinha de nossos computadores.

No primeiro semestre deste ano eu sentei 95 vezes diante do notebook para assistir a um espetáculo teatral virtual. Se permanecer nesse ritmo no segundo semestre ficarei na marca de mais de 200 títulos anuais, quantidade que venho mantendo já há algum tempo. Espero vivamente incluir na lista anual espetáculos assistidos ao vivo nos palcos, materializando a palavra TEATRO em todo o seu esplendor.

Não é preciso se estender, porque muito já se escreveu, mas é bom reforçar que houve significativo progresso técnico [som, imagem e dinâmica da(s) câmera(s)] nos espetáculos virtuais de 2020 para 2021.

Artisticamente o semestre foi também bastante animador. É de conhecimento de todos que escrevo matérias em meu blog apenas sobre aqueles trabalhos que julgo importantes e dos quais tive boa impressão e me surpreenderam (nunca é demais lembrar, e por isso enfatizo, que esse julgamento é puramente pessoal). E nesse aspecto concluo que artisticamente o semestre foi bastante animador. Dos 95 espetáculos assistidos destaco 39 (quase a metade!!!) que julgo bastante significativos no que se refere a dramaturgia, direção, ator, atriz e espetáculo, além de projetos que classifiquei como eventos. Segue a lista por categoria e em ordem alfabética: 

DRAMATURGIA:

- 27’s - Daniela Pereira de Carvalho

- A Árvore – Silvia Gomez

- A Genealogia Celeste de Uma Dança – Juliana Leite

- De Bar em Bar – Rogério Corrêa

- Dora – Sara Antunes

- Entre Homens – Rogério Corrêa

- Monstro – Ricardo Corrêa

- Uma Peça Para Salvar o Mundo – Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez

- Vinte e Três de Setembro – Diego Fortes 

DIREÇÃO:

- André Garolli – Sede

- Bim de Verdier – Terra Medeia

- Bruno Kott – A Genealogia Celeste de Uma Dança

- Cesar Augusto – Entre Homens

- Cristina Cavalcanti – Amanhã Eu Vou

- Davi Reis – Monstro

- Ester Laccava e João Wainer – A Árvore

- Fernando Kinas – Os Grandes Vulcões

- Gabriel Fernandes e Bete Coelho – Medeia

- Kiko Rieser – Quando as Máquinas Param

- Lenise Pinheiro – Viva Cacilda!

- Marcio Meirelles – Do Outro Lado do Mar

- Ricardo Grasson – Diplomacia

- Roberta Estrela D’Alva e Dani Nega (direção musical) – Desfazenda – Me Enterrem Fora Desse Lugar

- Rodolfo García Vázquez – The Art of Facing Fear

- Vera Holtz, Gustavo e Guilherme Leme – 27’s

- Yara de Novaes e Clarissa Campolina – Farol de Neblina 

ATOR:

- Ailton Barros – Desfazenda

- Claudio Mendes – Lições Dramáticas por João Caetano

- Edu Coutinho – Do Outro Lado do Mar

- Eduardo Semerjian – Diplomacia

- Filipe Celestino - Desfazenda

- Gustavo Rodrigues – 27’s

- Isaac Bernat – Entre Homens

- Jhonny Salaberg - Desfazenda

- Leonardo Miggiorin – Não Se Mate

- Luciano Chirolli – A Genealogia Celeste de Uma Dança

- Marco Bravo – Vinte e Três de Setembro

- Otávio Martins – Diplomacia

- Rainer Cadete – Diário de Um Louco

- Ricardo Corrêa – Monstro

- Thiago Mendonça – Uma Peça Para Salvar o Mundo

- Valdir Rivaben – Anna 

ATRIZ:

- Andrea Elia – Do Outro Lado do Mar

- Angela Rebello – De Bar em Bar

- Bete Coelho – Medeia

- Carolina Virgüez – Vozes do Silêncio

- Denise Fraga – Dez Por Dez

- EsterJablonski – Cuidado Com As Velhinhas Carentes e Solitárias

- Isabella Lemos – Viva Cacilda!

- Letícia Isnard – De Bar em Bar

- Liane Venturella – Palácio do Fim/Derrota

- Lilian Blanc – Amanhã Eu Vou

- Mariana Muniz – A Encomenda/Sônia, Um Ato Por Tolstói/Sete Histórias

- Marina Esteves - Desfazenda

- Marina Nogaeva Tenório – A Dócil

- Nicole Cordery – Terra Medeia

- Sara Antunes – Dora

- Selma Luchesi – Anna

- Tertulina Alves – Sertão Sem Fim

- Tuna Dwek – Amanhã Eu Vou 

ESPETÁCULO:

- 27’s

- A Genealogia Celeste de Uma Dança

- De Bar em Bar

- Desfazenda – Me Enterrem Fora Desse Lugar

- Diplomacia

- Do Outro Lado do Mar

- Entre Homens

- Sede

- Terra Medeia

- Uma Peça Para Salvar o Mundo 

EVENTOS:

- Abismos de Dostoiévski – Idealização: Marlene Salgado e Elena Vássina

 - Liberdade, Liberdade (Revisitada) – Projeto e Realização: Centro Cultural São Paulo

- O Híbrido – Robson Catalunha

- Primeiro Festival da Tragédia Brasileira – Cia. Repertório Rodriguiana – Direção: Marco Antônio Braz

O teatro virtual permitiu acesso a espetáculos de outros estados que dificilmente chegariam nos palcos paulistanos. Os 39 trabalhos elencados estão assim distribuídos: 29 (São Paulo), 7 (Rio de Janeiro), 2 (Rio Grande do Sul), 1 (Minas Gerais), 1 (Bahia).

Grandes revelações de outros estados: Atrizes (Liane Venturella, Ester Jablonski e Andrea Elia) / Atores (Edu Coutinho e Claudio Mendes) / Dramaturgia (Rogério Corrêa). 

Apesar de todas as limitações, o teatro virtual cumpriu galhardamente suas funções neste primeiro semestre garantindo trabalho e remuneração para parte dos profissionais da área e oferecendo espetáculos de qualidade para o espectador confinado em sua residência. 

Não compareci a nenhum espetáculo apresentado nos teatros. Segundo o Guia OFF e minhas anotações os seguintes espetáculos de teatro adulto foram realizados nos palcos da cidade no primeiro semestre de 2021: A Bicicleta de Papel/Para Duas/Rainha Ester/Sabe Quem Dançou? /Sertão Sem Fim/ Eu Me Lembro/ Aviso Prévio/ Naquela Noite Eu Olhei Pela Janela e Vi a Lua Morrer/ A.M.O.R. de U.T.I./ A Noite do Choro Pequeno/O Último Concerto Para Vivaldi. O espetáculo Bonita Lampião estava programado para o Teatro Sérgio Cardoso, mas teve de ser cancelado em virtude do recrudescimento da pandemia em fevereiro/março.

O TEATRO NOS UNE

O TEATRO NOS TORNA FORTES

VIVA O TEATRO! 

06/07/2021

domingo, 2 de janeiro de 2022

ZESCAR TEATRO 2021

 

O melhor do teatro em São Paulo em 2021 na visão de José Cetra Filho.

Assim como Norma Desmond estava pronta para o seu close, eu também estou pronto para divulgar o ZESCAR de 2021.

Mais um ano difícil, marcado pelas muitas mortes provocadas pela Covid, pelos descalabros desse governo insano e, no caso específico do teatro, o fechamento do Viga Espaço Cênico e do Cemitério de Automóveis ; aa boas notícias ficaram por conta das vacinas que com certeza salvaram muitas vidas e com o significativo número de espetáculos virtuais de ótima qualidade tanto artística como técnica.

O recrudescimento da pandemia no primeiro semestre não permitiu a reabertura dos teatros naquela ocasião, por outro lado a tecnologia soprou a favor dos espetáculos virtuais, principalmente, com o surgimento das peças filme ou peças hibridas onde aparece um novo profissional para o teatro que é diretor de audiovisual que, na maioria dos casos, atua em parceria com o diretor teatral.

A partir de setembro os teatros começam a reabrir suas portas com espetáculos vindos de temporadas anteriores e também com produções contempladas em editais passados, mas que não puderam estrear em função da pandemia. Dessa maneira justifica-se que em 2021 o número de espetáculos virtuais tenha sido consideravelmente maior do que aquele dos presenciais.

No meu caso assisti a 216 espetáculos, sendo 182 virtuais e 34 presenciais. Desse total cabe notar apenas um show, uma ópera e dois espetáculos de dança virtuais e dois espetáculos de dança presenciais. Os 210 restantes são, como diria La Lupe, PURO TEATRO!

Estão anunciadas muitas estreias presenciais para 2022 e se a Covid deixar o quadro vai reverter e teremos muito mais espetáculos que acontecerão nos palcos da cidade com o público presente aplaudindo e vibrando junto com os artistas. Afinal, como bem disse Ilana Kaplan: “Do palco viemos, ao palco retornaremos”

Os autores brasileiros dominaram a cena em 2021 respondendo por 146 espetáculos (22 presenciais e 124 virtuais) ficando os estrangeiros com 64 (10 presenciais e 54 virtuais).

Reforço que esses números resultam daquilo a que eu pude assistir e é desse universo que destaco aqueles que para mim foram os melhores do ano e que são merecedores do meu prêmio virtual, o ZESCAR! Ao fim desta matéria, faço uma relação de alguns espetáculos a que não tive a oportunidade de assistir.

O ZESCAR é minha lista pessoal. Ele leva em conta os espetáculos a que assisti no ano e nada tem a ver com a minha participação em comissões de premiação onde os premiados são eleitos por votação e nem sempre correspondem àqueles que a meu ver são os melhores.

Essa história do ZESCAR começou com uma brincadeira. Há muitos anos que faço minha lista particular do que considero os melhores do teatro e do cinema. Minha cunhada um dia brincou perguntando quando eu ia distribuir o ZESCAR (amálgama de Zé com o Oscar do cinema norte americano). A partir daí esse se tornou o nome da minha lista e nos últimos anos eu a torno pública por meio deste blog.       

        Minha lista está dividida em categorias e não há um número certo para cada categoria (se listo só dois é porque foram só eles, assim como posso listar sete ou mais). Por categoria, a lista está em ordem alfabética.

        Como faço todo ano distingo inicialmente aqueles espetáculos/eventos/artistas que foram, para mim, os “melhores dos melhores” e são merecedores desse destaque especial:

        - [...] metade é verdade – Ruth Escobar. A intensa e rigorosa pesquisa realizada por Alvaro Machado resultou nesse precioso documento sobre essa grande guerreira do nosso teatro.

- Constância - Com a razão e a emoção em equilíbrio não hesito em afirmar que Constância é uma obra prima absoluta: texto, direção, interpretação, cenário, iluminação e outros elementos cênicos se harmonizam para gerar um dos espetáculos mais pungentes e belos a que assisti nesta longa trajetória de meio século como espectador. O espetáculo é uma produção da Eró Criação e Produção do Rio de Janeiro (Paraty) e tem o pé fincado no sertão brasileiro com a seca, os vaqueiros, a boiada, a solidão, a fé, a descrença e também a esperança.

- Desfazenda - Me Enterrem Fora Desse Lugar - Forma e conteúdo exemplares e elenco impecável em um espetáculo obrigatório apresentado virtualmente em 2021.

        - Mariana Muniz. Essa grande atriz-dançarina participou e/ou realizou brilhantemente de cinco espetáculos virtuais: A Encomenda/Sônia, Um Ato Por Tolstói/Sete Histórias/Caminhantes/A Vida Secreta das Coisas.

        - Sueño: unanimidade de crítica e de público, este espetáculo escrito e dirigido por Newton Moreno é, junto com Cais ou Da Indiferença das Embarcações da Velha Companhia (2012), uma das primeiras obras primas apresentadas em nosso teatro nestas duas primeiras décadas do século. Elenco primoroso e trilha sonora executada ao vivo brilhantemente por Gregory Slivar.


E o ZESCAR vai para: 

ESPETÁCULO PRESENCIAL

- Cock

- Estilhaços de Janela Fervem no Céu de Minha Boca

- Humilhação

- Nossos Ossos

- O Arquiteto e o Imperador da Assíria

- Sueño 

ESPETÁCULO VIRTUAL

- A Genealogia Celeste de Uma Dança

- As Aves da Noite

- Constância

- Desfazenda – Me Enterrem Fora Desse Lugar

- Diplomacia

- Do Outro Lado do Mar

- Leonardo da Vinci – A Obra Oculta

- Onde Vivem os Bárbaros

- Quando as Máquinas Param

- Terra Medeia

- Uma Peça Para Salvar o Mundo

- Vinte e Três de Setembro 

DIREÇÃO (PRESENCIAL)

- Eliana Monteiro – Estilhaços de Janela Fervem no Céu da Minha Boca

- Kleber Montanheiro – Nossos Ossos

- Newton Moreno - Sueño 

DIREÇÃO (VIRTUAL)

- André Garolli - Sede

- Bim de Verdier – Terra Medeia

- Bruno Kott – A Genealogia Celeste de Uma Dança

- Cristina Cavalcanti – Amanhã Eu Vou

- Hugo Coelho – As Aves da Noite

- João Caldas – Terra Medeia (direção de arte)

- Kiko Rieser – Quando as Máquinas Param

- Lenise Pinheiro – Viva Cacilda! Felicidade Guerreira!

- Marcio Meirelles – Do Outro Lado do Mar

- Ricardo Grasson – Diplomacia

- Roberta Estrela D’Alva – Desfazenda – Me Enterrem Fora Desse Lugar

- Zé Henrique de Paula – Cabaret dos Bichos 

ATRIZ (PRESENCIAL)

- Clara Carvalho – Um Picasso 

ATRIZ (VIRTUAL)

- Bete Dorgam – Maria da Escócia

- Carolina Virgüez – Vozes do Silêncio

- Claudia Ribeiro – Constância

- Denise Fraga – Dez Por Dez

- Isabella Lemos – Viva Cacilda! Felicidade Guerreira!

- Joana Marinho – Constância

- Juliana Sanches - Medea

- Lilian Blanc – Amanhã Eu Vou

- Mariana Muniz – Sônia – Um Ato Por Tolstói

- Marina Nogaeva Tenório – A Dócil

- Nicole Cordery – Terra Medeia

- Sara Antunes – Dora

- Tuna Dwek – Amanhã Eu Vou

- Walderez de Barros - Bailegangaire

ATOR (PRESENCIAL)

- Chico Carvalho – Proto Henrique IV (assisti à versão presencial)

- Daniel Tavares - Cock

- Eric Lenate – O Arquiteto e o Imperador da Assíria

- Ronaldo Serruya – A Doença do Outro 

ATOR (VIRTUAL)

- Claudio Mendes – Lições Dramáticas Por João Caetano

- Edu Coutinho – Do Outro Lado do Mar

- Eduardo Semerjian – Diplomacia

- Leonardo Miggiorin – Não Se Mate

- Marco Bravo – Vinte e Três de Setembro

- Otávio Martins – Diplomacia

- Ricardo Correa – Monstro

- Rogerio Bandeira – Hamlet 16X8 (assisti à versão virtual)

ELENCO (PRESENCIAL)

- Sueño: Denise Weinberg, José Roberto Jardim, Leopoldo Pacheco, Michele Boesche, Paulo De Pontes, Simone Evaristo. 

ELENCO (VIRTUAL)

- Desfazenda – Me Enterrem Fora Desse Lugar: Ailton Barros, Filipe Celestino, Jhonny Salaberg, Marina Esteves. 

DRAMATURGIA (PRESENCIAL)

- Newton Moreno - Sueño

DRAMATURGIA (VIRTUAL)

- Diego Fortes – Vinte e Três de Setembro

- Juliana Leite – A Genealogia Celeste de Uma Dança

- Kleber Di Lazzare – Sobre Todas as Coisas

- Rogério Corrêa – Entre Homens/De Bar Em Bar

ESPECIAL (PRESENCIAL)

- Aline Santini – O Arquiteto e o Imperador da Assíria (iluminação)

- Gregory Slivar – Sueño (trilha ao vivo)

- J.C. Serroni – O Arquiteto e o Imperador da Assíria (cenografia)

- Wagner Pinto – Sueño (iluminação)

ESPECIAL (VIRTUAL)

- Dani Nega –Desfazenda – Me Enterrem Fora Desse Lugar (direção musical)

- Projeto (In)Confessáveis – Marcelo Varzea

- Projeto Abismos de Dostoievski -

PERDIDOS:

- Barnun: O Rei do Show

- Brás: Memórias e (Des)Memórias de Uma São Paulo Precária

- Donna Summer Musical

- Maria de Buenos Aires (opereta)

 SHOWS, CONCERTOS, ÓPERAS, DANÇA

- Grupo Corpo no Teatro Alfa

- Maria Bethânia – Show gravado na Cidade das Artes exibido na Globoplay.

- Sonho de Uma Noite de Verão – Transmissão pela TV Cultura da ópera de Benjamin Britten dirigida por Jorge Takla que foi apresentada em 2018 no Theatro São Pedro.

RESUMO: 

                        PRESENCIAL   VIRTUAL   TOTAL   

TEATRO                   32              178         210

SHOW                      -                   1             1

CONCERTO               -                  -               -

ÓPERA                      -                  1              1

DANÇA                     2                  2              4

TOTAL                     34               182         216 

 

JANEIRO DE 2022

 

 

 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

PRÊMIO APCA DE TEATRO 2021

 


Tendo em vista algumas confusões surgidas em notícias divulgadas, cabe esclarecer que os críticos de teatro da APCA se reúnem três vezes ao ano; nas duas primeiras para fazer as indicações de cada semestre e na terceira para eleger os vencedores do ano. Somos em onze integrantes, mas nem sempre todos podem participar das reuniões.

Os premiados serão conhecidos no final de janeiro de 2022 e a premiação deverá ocorrer posteriormente.

Cabe esclarecer também que, a critério dos críticos participantes, a categoria que foi chamada de PRÊMIO AVANÇO DIGITAL no primeiro semestre, teve seu nome alterado para PRÊMIO NOVAS PROPOSTAS CÊNICAS.

Haverá também um prêmio especial cujo vencedor só será conhecido por ocasião da divulgação dos premiados. 

Segue abaixo, em ordem alfabética por categoria, todos os indicados ao prêmio de 2021: 

·         ESPETÁCULO PRESENCIAL: 

- COCK – Direção de Nelson Baskerville

- HAMLET 16X8 – Direção de Marco Antônio Rodrigues

- SUEÑO – Texto e direção de Newton Moreno 


·         ESPETÁCULO VIRTUAL:

- AS AVES DA NOITE – Direção de Hugo Coelho

- DESFAZENDA – ME ENTERREM FORA DESSE LUGAR – Grupo O Bonde

- DORA – Texto, direção e interpretação de Sara Antunes

- LEONARDO DA VINCI – A OBRA OCULTA – Direção de Marcio Medina

- MONSTRO – Cia. Artera de Teatro

- ONDE VIVEM OS BÁRBAROS – Coletivo Labirinto

- SEDE – Cia. Triptal

- TERRA MEDEIA – Direção de Bim de Verdier


·         PRÊMIO NOVAS PROPOSTAS CÊNICAS:

- ESTILHAÇOS DA JANELA FERVEM NO CÉU DA MINHA BOCA – Coletivo A Digna

- O HÍBRIDO – Concepção de Robson Catalunha

- THE ART OF FACING FEAR – Cia. Os Satyros 

Votaram os críticos: 

- Indicações do primeiro semestre: Celso Curi, Edgar Olímpio de Souza, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Mellão, José Cetra Filho, Kyra Piscitelli, Maria Eugênia de Menezes, Márcio Aquiles, Miguel Arcanjo Prado e Vinício Angelici.

- Indicações do segundo semestre: Celso Curi, Edgar Olímpio de Souza, Evaristo Martins de Azevedo, José Cetra Filho, Kyra Piscitelli e Vinício Angelici.

23/12/2021

       

 

 


terça-feira, 27 de julho de 2021

PRÊMIO APCA DE TEATRO EM TEMPOS DE PANDEMIA INDICAÇÔES DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2021

 

Em reunião virtual realizada em 26 de julho de 2021 os críticos Celso Curi, Edgar Olímpio de Souza, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Mellão, José Cetra Filho, Kyra Piscitelli, Maria Eugênia de Menezes, Márcio Aquiles, Miguel Arcanjo Prado e Vinício Angelici decidiram fazer indicações apenas em três categorias: espetáculo, avanço digital e especial. 

ESPETÁCULO: 

- Desfazenda – Me Enterrem Fora Desse Lugar – Grupo O Bonde – Dramaturgia de Lucas Moura - Direção: Roberta Estrela D’Alva - Direção musical: Dani Nega.

 

- Dora – Texto, direção e interpretação: Sara Antunes.

 

- Monstro – Cia. Artera de Teatro – Dramaturgia e interpretação: Ricardo Corrêa – Direção: Davi Reis.


- Sede – Cia. Triptal – Texto: Eugene O’Neill – Direção: André Garolli.


- Terra Medeia – Texto: Sara Stridsberg – Direção: Bim de Verdier.


PRÊMIO AVANÇO DIGITAL: 

- O Híbrido de Robson Catalunha pelo caráter tecnológico inovador.

- The Art of Facing Fear da Cia. Os Satyros, pelo ineditismo de Rodolfo García Vázquez em dirigir 25 intérpretes ao vivo em cinco continentes.

 

PRÊMIO ESPECIAL: 

- Não serão divulgadas as indicações nesta categoria. 

27/07/2021