segunda-feira, 17 de setembro de 2018

DIAS DE MIRADA (05 a 15 de setembro de 2018)



        Onze dias e dezoito espetáculos depois terminou o MIRADA 2018. Hospedado no quarto 1208 do hotel Sheraton, caminhei todos os dias os 400 metros que o separam do SESC Santos - QG do Festival - para participar das mesas Encontros de Vozes e Urgências, retirar os ingressos para os espetáculos que havia escolhido e encontrar muita gente que tem, como eu, o teatro por paixão. Foram muitas conversas e muitas trocas das quais tenho certeza todos saíram enriquecidos. O Festival aconteceu em vários espaços de Santos e teve prolongamento em algumas cidades da Baixada Santista. Foram 41 espetáculos de 13 países, a maioria deles discutindo importantes questões sociais e políticas da realidade de seu país. Alguns escorregaram nas dramaturgias que, do meu ponto de vista, não deram conta da força dramática da realidade em que se baseavam (caso de Nimby, Cine Splendid e La Ciudad Vacía).  
        A cada realização o Mirada homenageia um país o qual junto com o Brasil tem uma maior representatividade em número de espetáculos. Foi assim com a Argentina (2010), o México (2012), o Chile (2014) a Espanha (2016) e agora com a Colômbia que apresentou nove espetáculos e uma instalação.
        Gostar ou não gostar é algo pessoal e intransferível, no entanto não quero me furtar de apresentar a minha lista classificada na ordem da minha preferência (alguns desses títulos foram alvo de matérias que publiquei durante a realização do Festival):

        - El Bramido de Düsseldorf (Uruguai)
        - Mucho Ruido Por Nada (Peru)
        - Labio de Liebre (Colômbia)
        - Quando Estallan las Paredes (Colômbia)
        - La Ciudad de los Otros (Colômbia)
        - Del Manantial Del Corazón (México)
        - Souvenir Asiático (Colômbia)
        - Colônia (Brasil)
        - Estado Vegetal (Chile)
        - La Despedida (Colômbia)
        - Nos Hemos Olvidado de Todo (Colômbia)
        - Nimby (Chile)
        - Ñaña (Peru)
        - Cine Splendid (Paraguai)
        - Euria (Espanha)
        - La Ciudad Vacía (Nicaragua)
        - Promesa de Fin de Año (Colômbia)

        OBS: 1. Não houve como apreciar Caliban – A Tempestade de Augusto Boal apresentado no Emissário que além de atrasar o início (sem explicações) por quase uma hora, não organizou o público que acabou se comprimindo em um espaço reduzido, sendo que era quase impossível ver ou mesmo ouvir os atores.
                2. Espetáculos nacionais aos quais eu já havia assistido e que não entraram na lista acima: A Invenção do Nordeste, A Vida, Grande Sertão: Veredas, Guanabara Canibal, Odisseia, Preto e Vou Voltar.
             3. Dois espetáculos estrangeiros a que infelizmente não assisti e que foram bastante elogiados: El Ritmo (Argentina) e Um Museu Vivo de Memórias Pequenas e Esquecidas (Portugal).
             4. Alguns dos espetáculos foram apresentados nos SESCs de São Paulo no Extensão Mirada e La Miel Es Más Dulce Que la Sangre (Colômbia) será apresentado no SESC Pompeia na próxima quinta feira, dia 20.

        Longa vida ao Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas!
        Que venha o MIRADA 2020.

        17/09/2018

         

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Infelizmente não consegui aos espetáculos no Extensão Mirada. Já estavam esgotados. Então, me atualizo através do seu Blog, obrigada.

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  3. Conforme você mencionou o espetáculo de Portugal, Um Museu vivo de memórias pequenas e esquecidas,foi muito Boa, mereceu todo elogio, apesar de longa com intervalo, monólogo foi dinâmico e muito emocionante

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