sábado, 29 de abril de 2023

AGAMEMNON Voltei do Supermercado e Dei Uma Surra no Meu Filho

 

 

         “Desta cidade apenas restará o lixo que                                    nela despejam” (Paráfrase amparada                          no texto de Bertolt Brecht)

        Rodrigo Garcia (1964-) e sua companhia La Carniceria Teatro estiveram em São Paulo na primeira MITsp em 2014 com a peça/performance Golgota Picnic instigando e até chocando o público na primeira parte, com um palco cheio de pão de hamburguer e carne moída no local onde Jesus foi crucificado e fazendo duras críticas à mercantilização da fé, para depois irritá-lo com a execução completa de As Sete Últimas Palavras de Cristo obra de Joseph Haydn (1732-1809), executada ao piano por um pianista nu por quase uma hora.

        Em 2022 o nome de Garcia voltou ao cartaz dos palcos paulistanos com Agamenon 12h. Assisti a duas versões desta peça, das doze apresentadas em projeto de Carlos Canhameiro no SESC Paulista, e não consegui apreender o conteúdo do texto do dramaturgo argentino em nenhuma delas.

        Eis que por iniciativa da Cia. Arthur-Arnaldo uma nova versão da peça é encenada em São Paulo com tradução e direção de Soledad Yunge. Por se tratar de um grupo que se dedica ao teatro jovem, Soledad optou por uma encenação bastante palatável e até didática, mas jamais tediosa ou esquecendo do alto poder de denúncia do texto ao consumismo desenfreado e às marcas que um capitalismo selvagem deixam no ser humano.

        Usando recursos clownescos, interpretações propositalmente exageradas, cenário coberto de material reciclável (de Julia Reis e Lucas Bueno), um originalíssimo uso das vestimentas (figurinos de Rogério Romualdo) e a bela iluminação de Junior Docini, Soledad cria um espetáculo colorido, vivo e provocativo deixando claras as intenções sócio-políticas do autor e despertando a atenção do público para refletir sobre tudo aquilo que é apresentado.

        Originalmente um monólogo, aqui o texto é dividido entre as atrizes Carú Lima e Júlia Novaes e o ator Tuna Serzedello.

        Na primeira parte, rica em ação e imagens, o homem vai ao supermercado, se entope de coisas inúteis (a sociedade de consumo me consome) e ao chegar em casa dá uma surra na mulher e no filho, para em seguida levá-los a um restaurante.

        Na segunda parte (mais política) a família está em volta de uma mesa da Kentucky Fried Chicken, onde a palavra se sobrepõe à ação e se discute sobre os conceitos de tragédia e de esperança.

        O final parece comunicar que “do lixo viemos e ao lixo retornaremos”. Triste civilização a nossa!

        AGAMEMNON cumpriu curta temporada na Oficina Cultural Oswald de Andrade. Hoje, sábado, 29/04 às 18h é sua última oportunidade de assistir a esse importante espetáculo.

        29/04/2023

sexta-feira, 28 de abril de 2023

MIRÓ - ESTUDO Nº 2

 

Giordano, Bruno, Mário. Erivaldo, Lucas, Pedro e uma passante
Foto de Pedro Escobar 

Um pouco de história.

Meu primeiro contato com essa turma querida do Grupo Magiluth se deu em 2012 durante o Festival de Curitiba em um ensaio da peça Aquilo Que Meu Olhar Guardou Para Você na Casa Hoffmann. Foi amor à primeira vista com Erivaldo, Giordano, Lucas (a cena do balão de ar enchido por Maria Rosa jamais sairá da minha lembrança como uma das cenas mais tocantes que já presenciei em um teatro) e os dois Pedros. Nesse mesmo ano assisti aqui em São Paulo a outros dois preciosos trabalhos do grupo: Torto (solo do Giordano) e Canto de Gregório. A partir daí acompanhei todos os trabalhos do Magiluth, sempre que se apresentaram em São Paulo. Um dos Pedros saiu, Mário e Bruno entraram e a terra deu muitas voltas   até chegar ao excelente Apenas o Fim do Mundo em 2019. Veio a pandemia e não tive a oportunidade de assistir ao elogiado Tudo Que Coube Numa VHS apresentado virtualmente. Em 2022, o grupo apresentou Estudo Nº 1 Morte e Vida, o qual confesso que não me entusiasmou.

Chegou a vez do Estudo Nº2 e fiquei meio receoso de assistir depois do Nº1, mas não podia deixar de ir prestigiar e dar um abraço nos amigos pernambucanos.

 

Miró – Estudo Nº2

A peça começa com um delicioso prólogo, excelente exemplo de meta teatro, que já conquista a plateia, onde os três atores buscam a melhor definição de pessoa/personagem, protagonista, antagonista, coadjuvante e figurante. Nessa cena há uma hilária intervenção virtual de Pedro Wagner dando instruções de como o artista deve dirigir o seu olhar. Erivaldo se apossa da função de protagonista e através dele que começamos a saber um pouco da vida e obra do poeta, também pernambucano, Miró da Muribeca (1960-2022).

A partir daí o espetáculo, escrito e dirigido coletivamente, se utiliza de várias formas para ilustrar a vida de Miró (não confundir com o pintor catalão) e os poemas que escreveu sobre a periferia pernambucana.

Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira e Giordano Castro se desdobram em cena atuando e manipulando o som e a luz realizando uma coreografia harmoniosa, diferente daquela anárquica, presente no Estudo Nº1.

Com linguagem altamente teatral e atraente, o Magiluth volta aos seus dias de glória, ainda sem a presença de Mário, Lucas e Pedro, os quais espero que também estejam presentes nas próximas e já bem-vindas encenações do grupo.

A curta temporada do espetáculo no Itaú Cultural termina no próximo domingo, dia 30/04, com sessões de quinta a sábado às 20h e domingos às 19h.

CORRA!!

28/04/2023

 

 

segunda-feira, 24 de abril de 2023

GOLD HERANÇA

 

Há um alguém na multidão...

A linda canção Gold Herança foi composta por Carlos Colla e Gérard Gambus (maestro, compositor e marido de Evinha) para louvar os sete irmãos Correia José Maria, todos ilustres músicos, mais conhecidos por Golden Boys e Trio Esperança.

Entre outras pérolas a letra diz “Sonho e fantasia / Tudo que eu queria / Era todo mundo junto/ E no mesmo palco”, sonho que se concretizou nesse show, que infelizmente não conta mais com Roberto que faleceu em 2016. Na apresentação do último fim de semana no SESC Pompeia Regina também não pode participar por estar com um problema nos olhos, conforme informado por Evinha no início do show.

O grupo Golden Boys surgiu em 1958 formado pelos irmãos Roberto (1940-2016), Ronaldo (1942), Renato (1944) e o amigo Valdir Assunção (1941-2016) e o Trio Esperança surge logo em seguida em 1961 formado por Regina (1946), Mário (1948) e Eva (1951); com a saída de Eva em 1968 para seguir carreira solo, o Trio recebe a caçula da família Marisa (1957). O repertório dos dois grupos está na memória de qualquer criatura brasileira com mais de 50 anos.

Eu ontem fui na festa na casa do Bolinha...

Na carreira internacional, ainda em atividade, as três irmãs respondem pelo nome Trio Esperança. Diga-se, de passagem, que o Trio tem um disco gravado em 1992 que é uma verdadeira obra prima; trata-se de A Capela do Brasil (a canção Gold Herança consta desse disco com a participação dos Golden Boys).

O show no SESC Pompeia foi uma verdadeira festa. O público lotou as duas plateias do teatro e os balcões laterais, aplaudindo entusiasmadamente, cantando junto e se emocionando com as lindas canções dos dois grupos. Foi um show familiar: com exceção de um dos músicos, os instrumentistas eram o marido de Evinha e os filhos dos integrantes dos Golden Boys. Até a netinha e o netinho de Evinha e Gérard participaram de uma canção. Pura delícia.

Deve ser muito gratificante para um artista fazer tanta gente feliz, nem que seja apenas durante aquela hora e meia que dura a apresentação e ver todo mundo cantando junto: POR ONDE FOR QUERO SER SEU PAR!

Só pra terminar: além de continuar cantando lindamente, a família Correia José Maria é de uma simpatia contagiante.

Noite inesquecível.

Quem viu, viu... 

24/04/2023

 

 

domingo, 23 de abril de 2023

UMA CERTA NOVIÇA REBELDE

 

 

Lá se vão 58 anos. Em 1965 eu tinha 21 anos, estava no segundo ano da faculdade de engenharia e acho que ainda tinha um pensamento meio adolescente enxergando ingenuamente a ditadura que se instalara há um ano no Brasil como algo terrível, mas passageiro. Gritávamos “Abaixo a Ditadura”, cantávamos músicas de protesto e bobamente fazíamos parte da patrulha ideológica que não nos permitia gostar de certos filmes ou peças de teatro que eram considerados alienados, vergonhosamente apolíticos e dirigidos apenas a uma elite pequeno burguesa.

Contrariando meus líderes políticos fui ao antigo Cine Rivoli na Avenida São João (no quarteirão entre a Rua Dom José de Barros e a Avenida Ipiranga) assistir a um desses filmes: A Noviça Rebelde (The Sound of Music). E não contei pra ninguém, mas ADOREI o filme!

Filmado em belíssimas locações nos Alpes suíços o filme é de beleza e alegria contagiantes mostrando a história da ex-freirinha Maria junto aos sete filhos do Capitão Trapp. E que músicas!!! 

A gênese desse filme é bastante curiosa: no início dos anos 1950 a verdadeira Maria von Trapp (1906-1987) escreveu livro contando sua história.

Duas Marias: a da lenda e a real

O livro deu origem ao filme alemão A Família Trapp (1958) estrelado por Ruth Leuwerick, com relativo sucesso na época (em São Paulo ficou várias semanas em cartaz no antigo Cine Olido).

Entusiasmada com a saga da família von Trapp e vendo ali grande potencial para um musical, a Broadway reúne Howard Lindsay e Russel Crouse para escrever o libreto, Oscar Hammerstein II para criar as letras das canções e Richard Rodgers para compor a música. Nascia em 1959 um dos maiores sucessos norte-americanos: The Sound of Music, tendo Mary Martin no papel de Maria.

Finalmente em 1965 a peça é adaptada para o cinema com roteiro de Ernest Lehman e direção de Robert Wise com Julie Andrews, contando com algumas novas canções compostas por Richard Rodgers.

E o resto é história, mas vale lembrar que as versões teatrais que vieram depois do filme estão mais próximas deste do que do original de 1959. 

Tudo isso para contar que dias atrás me deparei com duas fotos no Facebook. A primeira reúne o elenco do filme em 1965 e a outra mostra o mesmo grupo cerca de 50 anos depois. Bateu uma saudade imensa e deu vontade de ouvir as canções (é o que estou fazendo agora) e rever o filme com aquele fim maravilhoso da família fugindo pelos Alpes da perseguição nazista na Austria, ao som de Climb Ev’ry Mountain, fato que na realidade nunca ocorreu, mas como dizia John Ford : “Quando a lenda é mais interessante que a realidade , imprima-se a lenda”

E por falar em realidade, estou aqui em meu quarto olhando o céu azul de uma manhã ensolarada de domingo que caberia muito bem no cenário do filme, mas não vejo os Alpes suíços e sim a cauda de Valentina sempre presente na paisagem da janela.

Estou feliz!

23/04/2023

sábado, 22 de abril de 2023

UNIVERSO

 

Que a terra não era o centro do universo a gente já desconfiava desde os tempos de Nicolau Copérnico (1473-1543) e a certeza veio depois que Galileu Galilei (1564-1642) provou que a terra é que se move, mas quantas e quantas vezes nos dias de hoje, sentados no conforto de nossa privada e olhando para o espelho não consideramos a nossa ilustríssima pessoa como o centro do universo e que tudo e todos giram em torno de nós?

A lucidez, a árdua pesquisa em torno de pensadores / cientistas/ dramaturgos / filósofos e a coerência com suas posições políticas e humanas são marcas registradas do casal Fernando Kinas e Fernanda Azevedo, responsáveis pelo Coletivo Comum (ex-Kiwi Companhia de Teatro) junto com Daniela Embón e Beatriz Calló.

Neste excelente Universo Kinas recorre mais uma vez ao teatro documentário e a pensadores como Carl Sagan, Bertolt Brecht e Daniel Bensaid para demonstrar quão insignificante é o homem perante o universo, mas quão importante e necessário ele é perante este planetinha em que reside, quando empresta sua indignação e dá seu grito de guerra diante das injustiças e cerceamentos de liberdade por aqui cometidos.

Em equilibrado cenário clean (perdão, não achei uma palavra mais apropriada em português) criado por Julio Dojscar e iluminado por Clébio Ferreira, uma cientista/artista/filósofa interpretada com talento, sobriedade e distanciamento por Fernanda Azevedo dá sua conferência (auxiliada por projeções ao fundo do espaço cênico) sobre aonde chegou a dita civilização humana; ela é várias vezes interrompida por um demiurgo sarcástico e debochado vestido de forma caricata e avesso às funções que lhe foram designadas por Platão interpretado com muita ginga por Beatriz Calló.

O desenvolvimento da trama criada por Fernando Kinas poderia perfeitamente prescindir da presença do demiurgo, mas com certeza a personagem foi criada para dar um toque do humor e leveza às gravidades dos problemas tratados pela conferencista. A interação das duas atrizes é muito oportuna e beneficia sobremaneira o equilibrado resultado final.

Sem jamais ser didático ou portador de uma mensagem, Universo atinge o espectador com a clareza e a lucidez com que expõe a sua tese, fazendo-o refletir sobre a mesma, como preconizava o Seu Bertolt.

Mais um trabalho digno e potente de Fernanda e Fernando, desta vez com a importante parceria de Beatriz Calló.na assistência de direção e na pesquisa dramatúrgica.

UNIVERSO está em cartaz no SESC Belenzinho até 07/05 às sextas e aos sábados às 21h30 e aos domingos às 18h30. 

22/04/2023

sexta-feira, 21 de abril de 2023

MÃOS TRÊMULAS

 

Na primeira cena de Mãos Trêmulas, Yara de Novaes coloca a atriz e o ator semi despidos vestindo apenas roupas íntimas sob forte luz amarelada que destaca as marcas que o tempo faz no corpo de todos nós. São dois velhos em cena, mas o que poderia ser um muro de lamentação sobre a velhice logo a seguir muda de lado quando eles sorriem e se dão as mãos.

Essas duas pessoas idosas que estão juntas há dias, ou há meses, ou há anos, ou por toda uma vida, juntam suas mãos para enfrentar a sociedade que lhes virou a cara depois que essas mãos ficaram trêmulas.

Há muita paixão na relação do casal e o sexo se faz presente numa deliciosa cena logo no início do espetáculo. SIM, eles estão vivos e seus corpos clamam por isso.

O texto de Victor Nóvoa é poético e delicado, mas não deixa de por a mão na ferida que é a violência, ou no mínimo o descaso, com que a velhice é tratada pela sociedade capitalista que se baseia na aparência e no dinheiro.

Yara de Novaes faz uma direção discreta, mas que tem a sua marca nos mínimos detalhes como na já citada cena inicial e naquela em que o casal mostra a força de suas, mesmo que trêmulas, mãos. Para tanto conta com o cenário de André Cortez e a preciosa iluminação de Marisa Bentivegna.

Completam a excelência da ficha técnica Catarina Milani na direção de produção, Raul Teixeira com a excelente ambientação sonora, Ana Vitória Bella na preparação corporal, Lilian de Lima na preparação vocal e Fábio Namatame nos figurinos (as tais roupas íntimas e as vestimentas teatrais) cujas cores harmonizam com o ambiente. É louvável presenciar o cuidado da produção na escolha dos profissionais para realizar o projeto.

E o que dizer do elenco? É um verdadeiro privilégio assistir ao desempenho de Plínio Soares e de Cleide Queiroz. Ambos expõem corpos e almas para mostrar as agruras e as alegrias daquele casal de velhos que insiste em dar dignidade às suas vidas, mesmo quando batem fortemente à porta, arrombando-a a seguir.

Espetáculo belo e otimista que faz um idoso como eu, lembrar que o que nos resta de vida tem que ser vivido intensamente, mesmo que o corpo, às vezes, diga o contrário.

MÃOS TRÊMULAS está em cartaz no SESC Pinheiros (Auditório, 3º andar) até 06 de maio, de quinta a sábado às 20h.

21/04/2023

domingo, 16 de abril de 2023

INVERNO

 

Como dramaturga Eloisa Vitz é incansável: nos últimos oito anos completou sua tetralogia filosófica (Amor, Fortuna, Graça e Gloria) e já está na metade da tetralogia das estações do ano (Verão e Inverno), todas elas produzidas, encenadas, dirigidas e interpretadas por ela, sendo que em muitas das montagens assina também a trilha sonora e a iluminação, numa espécie de um “Charlie Chaplin faz tudo” do nosso teatro. Só para lembrar Eloisa ainda tem em seu currículo outros títulos e muitas peças infantis, perfazendo um total de 14 títulos e vem aí Outono e Primavera para completar a nova tetralogia.

Para a realização desses trabalhos, apresentados no aconchegante Teatro do Sol em Santana, Eloisa conta com suas e seus fiéis companheiras e companheiros do Grupo Gattu Miriam Jardim, Mariana Fidelis, Lilian Peres e Daniel Gonzales.

Agora chegou a vez de Inverno estreado na última sexta-feira, dia 14 de abril.

        A peça segue o estilo leve e bem humorado da dramaturga, mas não deixa de tocar em assuntos sérios como a fome, a diferença de classes, a situação dos desfavorecidos pela sorte e a arrogância dos poderosos.

        Tudo se passa nos bastidores do poder em uma cozinha do século XVII onde os servidores de um Duque tramam ingenuamente uma revolução, enquanto são oprimidos por seus patrões e pela igreja, aqui representada por um bispo lascivo e perverso.

        O criativo cenário de Heron Medeiros escancara as paredes laterais do teatro fazendo com que o público visualize a cidade lá fora para reforçar a atemporalidade dos fatos tratados.

        Daniel Gonzales empresta seu talento para o engraçado Florian, que insiste em dizer que é delicado como a flor que carrega em seu nome, mas vive correndo atrás de uma saia; muito humor também está presente na composição de Josephine representada com brilho por Lilian Peres; Miriam Jardim, sempre poderosa, é a cozinheira Margot; completa a lista de serviçais a dama de companhia Emma numa interpretação surpreendente da bela Mariana Fidelis. Isaque Patrício representa Henri, um intermediário entre os poderosos e os empregados e Ricardo Teodoro tem muita energia como o capataz.

        Você deve pensar que, como eu imaginei, Eloisa Vitz reservou para si a personagem de uma bela duquesa. Ledo Engano. Sua hilária entrada em cena demonstra sua versatilidade como atriz e sua capacidade de nos fazer rir com os desmandos de quem detém o poder.

        O simpático acolhimento, uma característica do Grupo Gattu, mais uma vez está presente nesta temporada recém iniciada e ainda sem data para terminar.

        O teatro não fica muito longe da estação de metrô Santana e posso garantir que uma ida até lá vai lhe reservar boas surpresas.

        INVERNO tem sessões às quartas e quintas às 20h, às sextas e sábados às 21h e aos domingos às 19h. O Teatro do Sol fica na Rua Damiana da Cunha, 413 em Santana. Entrada gratuita. Reservas: (11)95679-2526 e (11)3791-2023.

        16/04/2023