quarta-feira, 29 de outubro de 2025

RUMO A 5.000

 



RUMO A 5.000

Pela minha formação em Engenharia e Estatística eu contabilizo minhas idas aos espetáculos ao vivo (teatro, concerto, show, ópera, dança e outros) e ao cinema desde 1964, ano que comecei a frequentar essas atividades de maneira regular e até esta data o resultado é o seguinte:

 

CINEMA - Neste caso tenho registrado a partir de 1972, 5.332 filmes assistidos. Minha média anual diminuiu consideravelmente a partir de 2014, ano que passei a fazer parte do júri de teatro da APCA e tive que aumentar a ida aos teatros.

 

ESPETÁCULOS AO VIVO:

 

ANO    TOTAL    TEATRO  CONCERTO  SHOW  ÓPERA  DANÇA  OUTROS 

 

64/24* 6060      4825        403          523      90       201        18    

 

25**        149        137          8              2         -          2          -

 

TOTAL  6209       4962        411          525       90       203       18

 

*DE 1964 a 2024

**2025 ATÉ 28/10/2025

 

Até esta data foram 4962 espetáculos teatrais a que assisti na minha longa jornada de 61 anos como espectador apaixonado.

Até o final deste ano ou no máximo até o início de 2026 eu assisto ao meu QUINTO MILÉSIMO (5.000°) espetáculo teatral e quero escolher um espetáculo bastante significativo para comemorar esse feito.

 TEATRO, TEMPLO DA UTOPIA E DA ESPERANÇA

O teatro é a única arte onde corações e mentes, emoções e razões, de artistas e público acontecem em perfeita sintonia em um momento único que nunca mais se repetirá.

VIVA O TEATRO!

 

28/10/2025

terça-feira, 28 de outubro de 2025

QUEDA DE BALEIA ou UM CANTO PARA DANÇAR MINHA MORTE

 

Foto de Danilo Apoena

“Naquela mesa tá faltando ele

E a saudade dele tá doendo em mim”

(Sergio Bittencourt) 

“Queda da baleia" (ou whale fall) é o termo usado para o fenômeno em que o corpo de uma baleia morta afunda e se torna um ecossistema complexo e sustentável no fundo do oceano, alimentando diversas espécies por décadas”

Com a morte do pai em 2022, Bruna Longo passou a enxergar a finitude de frente, a questionar como ela acontece materialmente e como se realizam os ritos fúnebres em diversas culturas e até entre os animais. Tudo isso para elaborar o luto.

Foi uma pesquisa profunda (como atesta a bibliografia constante do programa bastante informativo) e, segundo ela, bastante dolorosa chegando a afetar a sua saúde mental até o momento em que deu vazão a todo esse material por meio do teatro que é seu meio de expressão, resultando nesse denso e belo trabalho e que lhe trouxe a paz interior de volta.

 Bruna Longo é dona de uma potente voz e tem no seu corpo poderosa ferramenta para expressar os mais diversos sentimentos e é visceral em certos momentos como aquele em que descreve em detalhes o processo de decomposição de um corpo morto. Interpretação corajosa que se inscreve entre as melhores deste ano pródigo em excelentes trabalhos.

Essa peça, um ritual fúnebre, é apresentada na capela do Cemitério Redentor para apenas vinte pessoas que compartilham com a atriz o velório de Bruna Longo, personagem que é sósia/xará da atriz Bruna Longo e que faleceu exatamente no dia da apresentação.

Belo jogo teatral capitaneado pela incrível Bruna na interpretação, na direção, na dramaturgia, na cenografia e nos figurinos, auxiliada na direção por Vitor Julian.

E é assim:

Assim como a carcaça das baleias, a herança cultural deixada por pensadores, intelectuais, amigos e familiares alimenta as almas dos que ainda estão por aqui por muito tempo.

Um espetáculo que emociona e faz pensar.

Saiu de cartaz no dia 27/10, mas deve voltar no início do ano. Fique alerta para não perder.

28/10/2025

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

UM PEQUENO INCIDENTE

 

1.   Introdução

No dia 23/01/1992 um ex-companheiro e amigo muito querido pediu que eu fosse com ele ao médico buscar o resultado do exame de HIV. A espera na sala de espera pareceu uma eternidade até que ele foi chamado. Quando ele saiu do consultório, pelo seu semblante eu já percebi que o resultado tinha sido positivo. Naquela época, ainda sem a possibilidade do coquetel, um resultado como esse era sentença de morte, passando por todas doenças oportunistas que a baixa imunidade favorecia. Sua triste saga foi de dois anos vindo a falecer em 18/03/1994 muito magrinho com feições cadavéricas parecidas com aquelas que o Cazuza ficou. Uma caveirinha, como diria Nelson Rodrigues.

Relembrei esses tristes fatos no café do Teatro Vivo, ao ler o programa da peça “Um Pequeno Incidente” a que eu iria assistir a seguir; já estava preparado emocionalmente.

2.   Um Pequeno Incidente

Sinopse da peça de José Pedro Peter constante no programa:

 “Dois homens de personalidades opostas, se conhecem em um posto de saúde (SUS), enquanto aguardam seus resultados de teste rápido (HIV). Esse encontro, ao acaso, unirá os dois de uma forma inesperada e criará um laço entre eles por toda a vida”

A dramaturgia da peça de Peter é muito bem construída com bom desenvolvimento e diálogos ágeis e inteligentes. A trama é dividida em três momentos das vidas desses dois seres cheios de dúvidas, angústias e preconceitos.

O primeiro momento se passa na sala de espera do posto e mostra o embate entre duas pessoas com muitas diferenças na maneira de encarar o comportamento homossexual; enquanto um é conservador e monogâmico, o outro é aventureiro e até promíscuo.

O segundo momento se passa em uma reunião de dinâmica de grupo, algum tempo depois deles já saberem o resultado do exame.

O terceiro momento mostra o resultado do encontro de João com João (sim, eles têm o mesmo nome) e a volta da presença da morte entre eles.

Deixo de dar mais detalhes dos dois últimos momentos, para não tirar a surpresa dos futuros espectadores.

A direção enxuta e elegante de Marco Antônio Pâmio coloca os atores em um espaço vazio, onde o público, com poucas indicações, consegue usar a imaginação de maneira que só o teatro permite e visualizar os três ambientes onde se passa a peça.

Cerca de 40 pessoas (público) acompanha de perto o respirar de João e João.

Além daqueles para a direção de Pãmio e para a dramaturgia de Peter, APLAUSOS VIBRANTES também para as interpretações de Peter e Rafael Primot. A potência de Primot já é conhecida por outros espetáculos e Peter é uma grata surpresa. A entrega dos dois atores é apaixonante e comove o público até as lágrimas, mas em nenhum momento há um apelo melodramático na encenação tão bem conduzida por Pâmio.

UM PEQUENO INCIDENTE está em cartaz no agradável Espaço Convivência do Teatro Vivo às sextas e sábados (20h) e aos domingos (18h).

NÃO DEIXE DE VER! 

27/10/2025

domingo, 26 de outubro de 2025

AFTERPLAY

 

O que terá acontecido com aquele casal de pobretões que parte feliz em uma estrada no final do filme “Tempos Modernos” de Charlie Chaplin? Continuaram felizes? Subsistiram?

E se, Romeu e Julieta não tivessem morrido, aquela paixão ia durar por quanto tempo?

        Quantas e quantas vezes, nós espectadores, nos vemos imaginando como terá sido o futuro de personagens de filmes ou peças de teatro. As cortinas fecham, as luzes acendem, mas aquelas criaturas criadas por dramaturgos, diretores e intérpretes continuam vivas em nossas mentes.

Brian Friel (1929-2015) foi um dramaturgo irlandês que tinha profunda identificação com a obra de Anton Tchekhov (1860-1904), tendo adaptado várias de suas peças (“As Três Irmãs”, “Tio Vanya”, “O Urso”) e no chamado período tardio de sua escrita (2002) cria “Afterplay”, peça em um ato onde procura responder aquela pergunta: o que terá acontecido com Sônia, personagem de “Tio Vânia” e com Andrey de “As Três Irmãs”, vinte anos depois do término das peças em que são personagens.

Sônia é uma personagem sofrida e introspectiva que tem uma célebre e comovente fala ao final de Tio Vanya. A Sônia de Friel é mais expansiva, capaz de boas gargalhadas, algo que não condiz com a imagem que tenho dessa personagem. Já Andrey na peça de Friel tem muito a ver com aquele marido passivo e indeciso de Natacha e irmão de Olga, Masha e Irina. Enfim, cada um tem sua visão desse imenso leque de personagens que habitam nossos palcos.

“Afterplay” (Depois da Peça? Depois dos Atos? Depois de Tchekhov?) promove um encontro entre Sônia e Andrey que procuram preencher lacunas de seus passados para poderem se comunicar. São duas figuras reticentes, que trocam palavras com cuidado, contam pequenas mentiras, logo depois desmentidas, mantendo longos silêncios entre uma fala e outra. O diretor Luiz Eduardo Frin procura manter um ritmo lento durante todo o espetáculo que se passa em torno da mesa de um restaurante.

A movimentação em torno da mesa poderia ser aumentada, evitando longas falas de costas para parte do público.

Bia Bologna e Luiz Eduardo Frin interpretam essas duas figuras com muita sensibilidade, compartilhando com o público presente a intimidade desse encontro. Um ator e uma atriz em pleno domínio de seus papeis no fazer teatral.

Espetáculo digno que merece ser visto. 


Em cartaz no Galpão do TAPA (Rua Lopes Chaves, 86 – Barra Funda) de 31/10 a 21/12, sextas e sábados (20h) e domingos (19h).

 

26/10/2025

sábado, 25 de outubro de 2025

A MÁQUINA, outra vez

 

Eu terminei a matéria que escrevi sobre “A Máquina” quando a assisti pela primeira vez em 13/10 com esta frase:

“O espectador termina a apresentação encantado e já pensando quando vai assistir de novo!”

E assim aconteceu em 24/10:

Assistir pela segunda vez a esta nova montagem de A MÁQUINA foi redobrar a emoção sentida, foi redobrar a crença que teatro vale a pena,  redobrar a atenção para as tantas camadas da trama, redobrar os aplausos para o engenhoso livro de Adriana Falcão maravilhosamente adaptado para a cena teatral por João Falcão e por ele dirigido, redobrar os aplausos também para a deliciosa participação de Agnes Brichta como a “mocinha” e finalmente redobrar meu entusiasmo por esses meninos que formam o Coletivo OCUTÁ e que brilham em cena desdobrando-se na criação da personagem Antônio da Dona Nazaré; são eles: Alexandre Ammano, Bruno Rocha, Marcos Oli e Vitor Britto.

Esse tesouro teatral está em cartaz no Teatroiquê situado em um imponente edifício cultural no Butantã. Parece, mas não é difícil chegar por metrô até a Estação Butantã seguido de um aplicativo até o teatro ou tomando o ônibus Jardim Maria Luísa na Avenida Paulista, descendo a uma quadra do teatro.

GARANTO que a viagem vale a pena.

O espaço cênico está localizado em um imenso galpão com quatro arquibancadas que comportam 220 espectadores. Pelas quatro entradas entre as arquibancadas o elenco entra e sai da cena que é formada por um tablado redondo giratório. Existe tanta beleza e tanto dinamismo na movimentação dos intérpretes que é difícil descrever isso em palavras. Só vendo! Só vendo!!

A ARENA VAZIA
A ARENA CHEIA DE VIDA E DE TALENTO

Vinte cinco anos separam esta montagem da original que contou com a presença de Wagner Moura, Gustavo Falcão (que agora assina a codireção), Lazaro Ramos, Vladimir Brichta e Karina Falcão. A atual conserva o frescor e a beleza daquela de 2000.

O tempo, tema tão caro a João Falcão, é o centro desse mágico espetáculo.

Faço minhas algumas palavras do texto: 

“Antônio viaja no tempo mesmo.

Não é Antônio?

É.

Viajou.

Foi meio demorado, mas chegou.

Seja bem-vindo.

Daí conte sua história de novo que o povo daqui

também merece saber”

E Antônio conta sua saga para um público apaixonado. 

Você, pessoa sensível que ama as artes e o teatro, não pode ficar indiferente e ausente dos momentos mágicos oferecidos por este espetáculo que honra e enriquece a história do teatro brasileiro.

Garanto que não há nenhum exagero nisso que acabo de escrever. É só conferir lá no Teatroiquê às quintas e sextas (21h), aos sábados (18h e 21h) e domingos (18h) até dezembro. 

25/10/2025

 

 

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

DE BRAÇOS ABERTOS – BEM MAIS QUE UMA LEITURA

Fotos de João Caldas

Introdução – O ovo ou a galinha?

Em 1984 a peça “De Braços Abertos” de Maria Adelaide Amaral comoveu o público paulistano em uma montagem primorosa dirigida por José Possi Neto e interpretada por Irene Ravache e Juca de Oliveira; a peça   ganhou vários prêmios e ficou em cartaz até 1985. Nela as personagens Luísa e Sérgio, ex-amantes, se reencontram depois de cinco anos e relembram a relação conturbada que tiveram e de pessoas que de alguma maneira participaram da vida deles como Rogério, ex-chefe e apaixonado por Luísa; Raul, um amigo gay; Mário, o ex-marido; Marga, uma amiga fiel e Paulo, uma paixão de Luísa na juventude.

Em 1986 Maria Adelaide lançou o romance “Luísa (Quase Uma História de Amor)” onde Luísa não aparece, mas é relembrada de várias maneiras na visão de Sérgio, Rogério, Raul, Mário e Marga. O romance foi vencedor do Prêmio Jabuti.

Duas maneiras de contar a mesma história. Pelas datas a peça antecedeu o romance, mas resta a dúvida de qual surgiu primeiro no pensamento de Maria Adelaide. Tanto a peça pode ter servido de base para o romance como o contrário. Só a autora vai poder um dia satisfazer essa minha curiosidade.

De Braços Abertos – A leitura

 

Esse belo exemplar da dramaturgia brasileira permaneceu na gaveta por 40 anos até que a atriz Nicole Cordery se apaixonou por ele e está disposta a montá-lo custe o que custar. O texto é consistente mostrando as facetas, as vezes muito cruéis, de um relacionamento com diálogos ágeis e inteligentes que adquirem vida ao serem ditos por bons intérpretes.

Na tarde chuvosa deste sábado, dia 18 de outubro de 2025, um privilegiado grupo teve a oportunidade de estar presente no Estúdio João Caldas para assistir a uma leitura bastante dinâmica do texto na interpretação apaixonada de Nicole como Luísa e Edu Guimarães como Sérgio, com direção de Bruno Perillo.


Ouvindo o texto depois de muito tempo faço as seguintes observações:

1.   Acredito que seria importante dar maior ênfase à personagem de Paulo, que parece ter sido um homem que se opôs à ditadura e ao governo militar. Essa ênfase pode dar um benéfico toque político à montagem.

2.A peça se passa em dois tempos e a montagem com cenários vai deixar mais clara essa diferença.

3. As citações de filmes, atores e locais antigos podem causar estranhamento no público mais jovem.

Muita emoção rolou tanto nos intérpretes como entre os espectadores. Lágrimas brotaram nos olhos de todos quando Luísa diz a belíssima frase final olhando para Sérgio:

- “O melhor, o mais surpreendente, o mais bonito, meu amigo, é a gente estar aqui e conseguir, depois de tudo, se olhar com tanta ternura.”

Rubrica: “Luísa e Sérgio se abraçam terna, carinhosa, saudosamente.”

Os aplausos só surgiram após um longo silêncio emocionado do público.

 A peça ainda tem muito a dizer nos dias atuais, pois relações humanas jamais ficam fora de moda e uma boa montagem com direção do Bruno e esses dois intérpretes vai com certeza provocar a mesma comoção de quarenta anos atrás, além de prestar uma justa homenagem a uma grande dramaturga brasileira que há muito tempo não tem um texto seu presente nos palcos paulistanos.

Atenção produtores, SESI, SESC, CCBB, Teatro VIVO, a peça para vocês fazerem sucesso e prestar um serviço para o teatro brasileiro já existe e está quase pronta. APRESENTEM – SE! 

19/10/2025

 

 

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

A MÁQUINA

 

ERA UMA VEZ:

- Quatro talentosos jovens atores à procura de um autor cuja peça estivesse à altura de “O Avesso da Pele”, espetáculo de enorme sucesso montado por eles em 2023.

ERA UMA VEZ:

- Um famoso autor/diretor à procura de elenco para remontar uma peça sua que foi a coqueluche do ano 2000 no Brasil Inteiro e que tinha quatro jovens no elenco.

Os deuses do teatro não se fizeram de rogados e promoveram o encontro do Coletivo Ocutá com João Falcão e o milagre do teatro novamente aconteceu e está aí A MÁQUINA em cartaz no Teatroiquê. 

O livro em que se baseia a peça de autoria de Adriana Falcão é um achado de originalidade e a adaptação teatral de João Falcão amplia ainda mais a criatividade do livro. A história é só aparentemente simples: Antônio, habitante de Nordestina, uma pequena cidade do interior do Brasil, viaja no tempo à procura de um mundo melhor para trazer para sua amada Karina. O tema “tempo” é muito caro para João Falcão como já havia acontecido com “A Dona da História” em 1999.

Antônio é interpretado pelos quatro atores que se revezam entrando e saindo de cena em um ritmo alucinante.

Cenograficamente a montagem (João Falcão e Vanessa Poitena) é bastante parecida com a original (João Falcão e Denis Nascimento) com um tablado redondo giratório e quatro entradas/saídas do elenco entre as arquibancadas. Tudo isso em um amplo galpão do excelente Teatroiquê.

Como já haviam amplamente demonstrado em “O Avesso da Pele” os integrantes do Coletivo Ocutá, Alexandre Ammano, Bruno Rocha, Marcos Oli e Vitor Britto têm muito talento e excelente preparo físico fazendo de suas movimentações em cena quase um balé. "Ocutá" significa "pedra preciosa" em Iorubá. 

A preparação corporal está a cargo de Gustavo Falcão, que havia interpretado um dos Antônios na montagem de 2000.

Agnes Brichta (filha de Vladimir Brichta, que participou da primeira montagem) tem uma delicada participação em cena e, se minha memória não falha, a personagem tem papel mais relevante do que em 2000, dando um bem-vindo empoderamento para a mulher (Karina).

A montagem surge em cuidada produção com figurinos de Chris Garrido, iluminação de Cesar de Ramires, música original de DJ Dolores, trilha sonora de Ricca Viana e João Falcão e som harmoniosamente desenhado por Raul Teixeira, Edézio Aragão e Thiago Schin.

Bendito é o teatro brasileiro e privilegiados são os espectadores paulistanos que neste ano de 2025 puderam assistir a espetáculos memoráveis como “Cais ou da indiferença das Embarcações” (reprise) “Não Me entrego, Não”, “Restinga de Canudos”, “O Céu da Língua”, “Lady Tempestade”, “Velocidade” e agora esse verdadeiro momento mágico chamado A MÁQUINA!

O espectador termina a apresentação encantado e já pensando quando vai assistir de novo! 

Longa vida ao Coletivo Ocutá, essa pedra preciosa que surgiu em nossos palcos!

A MÁQUINA está em cartaz no Teatroiquê: quinta e sexta (21h), sábado (18h e 21h), domingo (18h).

IMPERDÍVEL!

Adultos e crianças vão se encantar com essa maravilha. 

14/10/2025